Uma família de seis pessoas decidiu dividir o banco de trás para economizar com um aplicativo de transporte, mas a viagem de férias terminou em uma blitz. A escolha de levar mais passageiros do que o veículo comporta pode resultar em multa e aumentar os riscos durante o trajeto.
O artigo 231 do Código de Trânsito Brasileiro classifica o excesso de passageiros como infração gravíssima. A regra considera a necessidade de que cada ocupante tenha um lugar próprio e use cinto de segurança individual.
Punições previstas
Quando um carro feito para cinco pessoas transporta seis, o motorista recebe sete pontos na carteira de habilitação. A infração também gera uma cobrança de R$ 293,47 no documento do automóvel.
A tentativa de economizar com uma segunda corrida pode, portanto, acabar em um gasto maior. Dividir o grupo entre dois carros é uma das alternativas para manter todos sentados e protegidos durante a viagem.
Riscos para os passageiros
Em uma colisão ou freada brusca, quem estiver sem cinto pode ser lançado contra o interior do veículo. O passageiro solto no banco de trás também pode atingir as pessoas que estão na frente.
O excesso de ocupantes ainda pode reduzir a estabilidade na direção e bloquear a visão do motorista pelo retrovisor central. A falta de proteção individual aumenta o risco de ferimentos em batidas fortes na estrada.
Como organizar a viagem
Antes de colocar as malas no porta-malas, a família deve planejar como dividir os passageiros. Se o grupo for grande, a orientação é chamar dois carros ou alugar um modelo de sete lugares.
Respeitar a capacidade máxima do veículo e garantir que todos viajem sentados e com o cinto afivelado evita problemas durante a fiscalização. Assim, a economia no transporte não transforma o passeio em uma multa na estrada.







