A moeda americana ganhou força diante de várias divisas nesta sexta-feira, depois que dados dos Estados Unidos mostraram uma criação de empregos acima do esperado em agosto. No Brasil, o dólar à vista terminou o pregão a R$5,1296, com alta de 0,50%. Mesmo com o avanço diário, acumulou queda de 1,28% na semana e baixa de 6,55% no ano.
O relatório do Departamento do Trabalho dos EUA apontou a abertura de 162 mil postos de trabalho no mês. A estimativa era de 56 mil vagas. A taxa de desemprego ficou em 4,1%, conforme o esperado.
Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos Treasuries subiram, principalmente os títulos de curto prazo. O movimento ocorreu em meio às apostas de que o Federal Reserve pode elevar os juros no curto prazo.
No mercado brasileiro, o dólar à vista saiu de uma mínima de R$5,1018, registrada às 9h01, para uma máxima de R$5,1400, alcançada às 9h30. Às 17h09, o dólar futuro para outubro, contrato mais negociado na B3, avançava 0,49%, a R$5,1565.
A política brasileira também permaneceu entre os fatores acompanhados pelos investidores. Pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira indicou Luiz Inácio Lula da Silva com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% do senador Flávio Bolsonaro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, o que configura empate técnico.
No levantamento anterior, Lula tinha 47% e Flávio, 43%. A redução numérica da diferença entre os dois candidatos foi considerada favorável ao real nos últimos dias, em um cenário no qual notícias positivas para Flávio têm contribuído para a queda do dólar.
Nesta sexta-feira, Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, disse que a corte dará uma resposta institucional firme e rigorosa para a crise enfrentada. Ele afirmou que não haverá precipitação nem atalhos, mas também não haverá omissão. A declaração ocorreu após o embate entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro. Mais tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que a balança comercial brasileira teve superávit de US$7,394 bilhões em agosto, enquanto as vendas para os Estados Unidos cresceram apesar das tarifas.
Às 17h16, o índice do dólar subia 0,20%, a 99,161. O indicador mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas.







