O petróleo Brent fechou esta sexta-feira (4) a US$92,68 por barril, com avanço de 0,8%. O West Texas Intermediate terminou a sessão a US$91,48, alta de 0,20%. No acumulado da semana, o Brent subiu 7,6%, e o petróleo dos Estados Unidos avançou quase 10%.
A movimentação ocorreu após Estados Unidos e Irã retomarem os confrontos militares no sétimo mês do conflito. A guerra também prejudicou as rotas de abastecimento no Oriente Médio, aumentando a preocupação com a oferta da commodity.
Diesel pressiona custos
Nos Estados Unidos, o diesel chegou à média de US$5,85 por galão, de acordo com dados da AAA. As hostilidades entre Estados Unidos e Irã, somadas aos ataques ucranianos contra refinarias russas, ampliaram as interrupções no abastecimento e contribuíram para o recorde.
O preço pode avançar ainda mais com a redução dos estoques e a chegada dos períodos de colheita e plantio em Estados agrícolas de diferentes partes do país. O combustível é usado principalmente nos equipamentos agrícolas. O óleo para aquecimento, contrato futuro equivalente ao diesel, também subiu com a aproximação do inverno.
A alta do petróleo e o aumento mais forte dos combustíveis elevaram a inflação e os custos dos empréstimos públicos em todo o mundo. O cenário também ampliou os temores de desaceleração do crescimento econômico global.
“Todos os setores da economia são afetados pelo diesel”, disse Claudio Galimberti, economista-chefe da Rystad Energy. Segundo ele, a expectativa de continuidade da inflação ajuda a explicar os rendimentos elevados dos títulos públicos nos Estados Unidos.
Projeções para o Brent
O Citi aumentou de US$80 para US$86 por barril sua previsão média para o Brent no terceiro trimestre. A instituição afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz está levando mais tempo do que o previsto.
Analistas do ANZ elevaram para US$95 por barril a projeção de curto prazo para o Brent e apontaram risco de alta caso o conflito no Oriente Médio se intensifique.







