O governo Luiz Inácio Lula da Silva pretende manter medidas para desacelerar o avanço das despesas orçamentárias obrigatórias e poderá enviar novas propostas ao Congresso se considerar necessário. A informação foi dada nesta sexta-feira (4) pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Moretti afirmou que os gatilhos aprovados recentemente para conter gastos obrigatórios não constitucionais continuarão produzindo efeitos. Ele também citou a limitação do crescimento das despesas com pessoal como parte do conjunto de medidas que deve ajudar a controlar as contas públicas.
A consolidação fiscal, segundo o ministro, será importante para abrir espaço à redução dos juros em um eventual próximo mandato. “É importante que a gente reconheça que há uma dimensão fiscal na questão dos juros”, disse Moretti em entrevista ao SBT News.
Ele afirmou ainda que o Orçamento de 2027 já apresenta um sinal de esforço fiscal, que deverá ser ampliado ao longo dos próximos anos. Para Moretti, a queda dos juros estará entre os principais resultados de um próximo mandato e dependerá da continuidade desse movimento nas contas públicas.
Benefícios continuam vinculados ao salário mínimo
O ministro confirmou que o governo não discute a desvinculação de benefícios sociais e aposentadorias do INSS em relação ao salário mínimo. Essa posição também foi manifestada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e por Luiz Inácio Lula da Silva.
Na quinta-feira (3), Durigan afirmou que os principais interlocutores do presidente não discutem uma mudança na meta de inflação. Conforme o ministro da Fazenda, o debate está concentrado no esforço fiscal necessário para reduzir os juros no país.







