O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os recursos aplicados em educação podem contribuir para aumentar o patrimônio do país. Em entrevista ao SBT nesta quinta-feira (10), ele defendeu que o setor seja visto não apenas como despesa, mas também pelos efeitos sobre a capacidade econômica do Brasil.
Lula disse que investimentos na área ajudam a qualificar a mão de obra e a ampliar a exportação de inteligência e conhecimento. Na avaliação apresentada por ele, o dinheiro destinado ao pagamento de juros poderia ser direcionado a políticas públicas e a atividades com potencial de fortalecer a produção nacional.
Ao responder a perguntas sobre a dívida pública, o presidente também mencionou o desempenho fiscal de seus governos anteriores. Ele afirmou que foi o único chefe do Executivo brasileiro a registrar superávit primário durante os dois primeiros mandatos. Segundo Lula, quando voltou ao Palácio do Planalto, em 2023, encontrou um déficit de 2,8%.
Críticas ao mercado financeiro
A cobrança sobre o controle das contas levou Lula a contestar economistas e agentes do mercado ligados à Faria Lima, principal centro financeiro do país. O presidente relacionou o nível dos juros à menor disponibilidade de recursos para políticas públicas, com destaque para a educação.
“A Faria Lima só chora”, afirmou Lula. Em seguida, ele disse que o mercado financeiro não conhece os conceitos de inclusão e ação social e criticou o uso de recursos públicos para o pagamento de juros.
O presidente também rejeitou a ideia de que sua trajetória não seja compatível com responsabilidade fiscal. Ao defender seu histórico na condução das contas, declarou: “Ninguém nesse país tem autoridade para falar de austeridade fiscal comigo. Ninguém.”
Lula afirmou ainda que aprendeu, com Dona Lindu, a gastar somente o que se tem. A declaração foi apresentada como resposta às críticas sobre o crescimento da dívida pública e como defesa da combinação entre investimentos sociais e controle das contas do governo.







