SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (SP) — A expansão da infraestrutura digital foi apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte do caminho para o Brasil desenvolver sua própria inteligência artificial. Durante um comício neste sábado (5), ele relacionou a aprovação do Redata pelo Senado à possibilidade de ampliar os investimentos em data centers no país.
Lula afirmou que a medida pode atrair R$ 500 bilhões para esse segmento. O valor foi citado no contexto da criação de condições de infraestrutura para sustentar o desenvolvimento tecnológico brasileiro e reduzir a dependência de soluções produzidas por outros países.
“Não quero depender da China e dos EUA, queremos inteligência artificial em português”, disse o presidente. A declaração coloca a criação de tecnologia na língua portuguesa como uma das iniciativas defendidas para aumentar a autonomia do Brasil no setor.
Digitalização dos serviços públicos
No mesmo discurso, Lula mencionou o gov.br como exemplo da expansão do acesso digital aos serviços públicos. Segundo o presidente, 178 milhões de pessoas se conectam ao governo por meio da plataforma.
O dado foi apresentado junto à defesa de uma infraestrutura tecnológica mais ampla. Na avaliação expressa durante o comício, a digitalização da relação entre o Estado e a população faz parte do avanço que deve acompanhar a capacidade brasileira de desenvolver inteligência artificial.
Ao citar China e Estados Unidos, o presidente sustentou que o país deve construir capacidade própria no setor. A aprovação do Redata e o alcance do gov.br foram usados no discurso para destacar, respectivamente, a estrutura necessária para a tecnologia e a dimensão já alcançada pelos serviços digitais públicos.







