SANTA CATARINA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que pretende ampliar a formação de engenheiros e cientistas no Brasil. Durante um ato de campanha, ele disse que, em 10 anos, o país não deverá depender de outros países para qualificar esses profissionais.
A declaração ocorreu no contexto da sanção da Lei de Minerais Críticos e terras raras. Lula afirmou que o Brasil conhece apenas 30% do próprio território e, ainda assim, tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Segundo ele, falta tecnologia para explorar esses recursos.
“Queremos vender chip, bateria, queremos exportar inteligência, conhecimento”, disse o presidente. Ele também defendeu a criação de cursos nas universidades e mais investimentos em pesquisa.
Redata e energia renovável
Lula afirmou que o programa Redata, voltado ao desenvolvimento de data centers, deve atrair investimentos de R$ 500 bilhões. Para ele, a oferta de energia renovável pode transformar o Brasil em um grande polo do setor.
O presidente disse que as empresas interessadas em instalar esses centros no país terão de construir usinas próprias para abastecê-los. “Não vamos deixar que a energia produzida vá somente para o data center”, afirmou.
Mercados para o agronegócio
Durante o discurso, Lula também citou medidas de seu governo voltadas ao agronegócio. Ele disse ter aberto 693 mercados para o setor, incluindo destinos para produtos de proteína animal.
Em Santa Catarina, o presidente detalhou a abertura de 34 mercados para carne de aves e derivados, 25 para carnes suínas e derivados, 37 para bovinos e derivados e 22 para pescados. De acordo com ele, a soma chega a 118 mercados para as quatro proteínas.
Lula afirmou ainda que a escolha de Gelson Merísio para disputar o governo estadual pelo PSB teve como objetivo estabelecer diálogo com o agronegócio. A duas semanas do primeiro turno, ele pediu que a militância participe mais ativamente do debate eleitoral e vote pensando no futuro do país.








