Um vínculo de trabalho que não aparece no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) pode deixar a simulação do Meu INSS com menos tempo de contribuição do que o trabalhador realmente tem. Foi o que aconteceu com um segurado que identificou a ausência de cinco anos de emprego ao consultar a ferramenta.
O CNIS reúne vínculos, remunerações e contribuições usados pelo INSS na análise dos benefícios. O cadastro, porém, pode apresentar falhas no envio de informações pelo empregador, divergências no PIS, problemas em registros antigos ou falta de integração entre bases trabalhistas e previdenciárias.
O que conferir no CNIS
A verificação deve incluir todo o extrato, e não apenas a data estimada pelo simulador. É importante observar se há vínculo ausente, datas de admissão ou demissão incorretas, salários inferiores aos recebidos, emprego associado a outro número de PIS ou contribuição com pendência.
A simulação considera as informações disponíveis no banco de dados no momento da consulta. É possível inserir dados manualmente para avaliar um cenário, mas essa alteração não atualiza o cadastro oficial nem garante que o período será reconhecido pelo INSS. O resultado também não equivale à concessão da aposentadoria, que depende da análise feita depois do requerimento.
Como solicitar a atualização
Antes de pedir o benefício, o segurado pode ligar para a Central 135 e solicitar o serviço Atualizar Vínculos e Remunerações e Código de Pagamento. Atualmente, o serviço não é aberto diretamente pelo Meu INSS. O aplicativo pode ser usado depois para acompanhar tarefas e anexar documentos, caso isso seja solicitado.
Outra possibilidade é informar o período no próprio pedido de aposentadoria e enviar as provas pela plataforma. A correção antecipada, no entanto, permite refazer a simulação com dados mais completos. Se for necessário atendimento presencial, a Central 135 orientará sobre o agendamento em uma Agência da Previdência Social.
Documentos para comprovar o período
A Carteira de Trabalho com anotações contemporâneas está entre as principais provas para vínculos antigos. Também podem ser reunidos registros funcionais, contratuais e financeiros que ajudem a identificar o empregador, o trabalhador, as datas e as remunerações.
Esses documentos podem trazer informações sobre admissão, função, valores pagos, alterações contratuais, encerramento do vínculo, verbas rescisórias e depósitos feitos durante o período de trabalho. Papéis produzidos durante o contrato costumam ter mais força do que declarações emitidas anos depois.
Depois da análise do INSS, é necessário emitir outro Extrato Previdenciário no Meu INSS. As datas de entrada e saída, os salários e os indicadores devem ser comparados com a Carteira de Trabalho e os comprovantes. Mesmo com a inclusão do vínculo, remunerações incorretas podem afetar o cálculo da renda mensal.
O segurado deve guardar o protocolo e os documentos usados na atualização. Com os cinco anos reconhecidos no CNIS, a nova simulação poderá ficar mais próxima da situação previdenciária real.







