A confiança dos empresários do comércio caiu 2,9 pontos em setembro e terminou o mês em 81,3 pontos, informou o FGV IBRE. Foi o menor resultado do indicador desde março de 2021, quando o índice estava em 74,3 pontos.
O levantamento também mostrou retração de 1,2 ponto na média móvel trimestral, que ficou em 83,7 pontos. Para Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV IBRE, o comprometimento da renda das famílias, o endividamento e a inadimplência têm restringido a capacidade de consumo.
Apesar da queda dos juros e do aquecimento do mercado de trabalho, Tobler afirmou que as condições macroeconômicas continuam restritivas. “A confiança do comércio encerrou o terceiro trimestre em baixa”, disse. Na avaliação dele, a piora das percepções sobre o momento atual indica enfraquecimento da demanda, enquanto a redução das expectativas revela mais cautela dos empresários.
Situação atual concentra a queda
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 5,2 pontos, para 80,3 pontos. Esse foi o menor nível desde março de 2021, quando havia marcado 79,2 pontos.
A avaliação sobre a situação atual dos negócios caiu 7,9 pontos e chegou a 80,9 pontos, o menor patamar desde abril de 2021, quando registrou 80,6 pontos. Já o indicador de demanda atual diminuiu 2,3 pontos, para 77,7 pontos, menor nível desde junho de 2020.
Entre os seis segmentos pesquisados, três registraram alta na confiança e três tiveram queda. O resultado geral refletiu piora tanto nas avaliações do cenário presente quanto nas expectativas para os meses seguintes.
Projeções também recuam
O Índice de Expectativas do Comércio (IE-COM) caiu 0,5 ponto e ficou em 83,3 pontos. Dentro dele, o indicador sobre a tendência dos negócios recuou 0,9 ponto, para 81,7 pontos.
As previsões de vendas tiveram variação negativa de 0,1 ponto e chegaram a 85,5 pontos. Foi o menor nível desse componente desde outubro de 2025, quando havia alcançado 84,1 pontos.






