BRASILÂNDIA — A RPPN Cisalpina já reúne registros de 113 espécies silvestres em um levantamento iniciado no segundo semestre de 2025. A reserva fica em Brasilândia, na região leste de Mato Grosso do Sul, e o estudo é realizado pelo Programa de Monitoramento de Fauna da Cesp.
Do total catalogado, 91 espécies são aves, 12 são mamíferos, oito são anfíbios e duas são répteis. Entre os animais identificados estão a anta, a onça-parda, o lobo-guará, a jaguatirica, a arara-canindé e o chora-chuva-preto.
A anta e o lobo-guará são classificados como vulneráveis à extinção em listas citadas no levantamento. A onça-parda é considerada quase ameaçada e depende de grandes áreas para sobreviver.
Área monitorada
A reserva tem 3.857 hectares e reúne ambientes de Cerrado, Mata Atlântica do Interior e áreas úmidas da planície do rio Paraná. A variedade de paisagens permite a presença de espécies com necessidades diferentes no mesmo território.
Os pesquisadores usam pontos de escuta, percursos de observação, busca ativa e armadilhas fotográficas para fazer os registros. O monitoramento já soma cerca de 1.483 horas. As câmeras funcionam continuamente e ajudam a observar mamíferos sem interferir no comportamento dos animais.
Até agora, três das oito campanhas previstas foram concluídas. O levantamento deve continuar até 2027, e ainda faltam cinco campanhas. Para Odemberg Veronez, gerente de Sustentabilidade da Cesp, os dados contribuem para orientar a proteção e o manejo da reserva.
Como o trabalho ainda está em andamento, o retrato da fauna da Cisalpina é parcial e pode incluir novas espécies ao longo das próximas etapas.








