Ideias para a sua casa
Bolso

Pessimismo sobre o futuro derruba confiança do consumidor a 84,2 pontos

Índice de Expectativas teve a maior queda entre os componentes, enquanto a percepção sobre a situação atual melhorou levemente em setembro de 2026.

Pessimismo sobre o futuro derruba confiança do consumidor a 84,2 pontos

A confiança do consumidor recuou 0,5 ponto em setembro de 2026, para 84,2 pontos, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O resultado é o menor desde novembro de 2022, quando o índice marcou 83,5 pontos.

A queda foi concentrada nas expectativas para os próximos meses. O Índice de Expectativas (IE) diminuiu 0,9 ponto, chegando a 85,2 pontos — o menor patamar desde maio de 2022, quando registrou 84,0 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,2 ponto, para 84,0 pontos.

Entre os componentes do IE, a intenção de comprar bens duráveis teve a maior retração, de 2,4 pontos, e ficou em 72,3 pontos. O indicador sobre a situação econômica local futura caiu 1,3 ponto, para 102,0 pontos, menor nível desde agosto de 2025, quando estava em 97,3 pontos.

Na direção oposta, a avaliação sobre a situação financeira futura da família subiu 1,0 ponto, alcançando 83,9 pontos. Com isso, foi interrompida uma sequência de quatro meses seguidos de queda nesse indicador.

Percepção sobre o presente

Os dois indicadores ligados à situação atual também apresentaram altas discretas. A avaliação da situação econômica local atual aumentou 0,4 ponto, para 94,0 pontos, interrompendo três meses consecutivos de perdas. A percepção sobre a situação financeira atual da família teve alta de 0,1 ponto e chegou a 74,4 pontos.

Para Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, a melhora entre consumidores de menor renda reduziu parcialmente o impacto negativo do resultado. “Nesse mês, a piora foi totalmente influenciada pela queda nas expectativas”, afirmou.

Segundo o economista, a recuperação da confiança nesse grupo ocorreu principalmente na avaliação da situação financeira futura e pode estar relacionada ao reajuste de valores de benefícios sociais. Ainda assim, Tobler afirmou que as condições financeiras permanecem apertadas, com alto endividamento e inadimplência.

Na média móvel trimestral, o indicador caiu 1,5 ponto, para 85,7 pontos. Ao encerrar o terceiro trimestre, o ICC acumulou perda de 4,9 pontos nas últimas cinco medições consecutivas.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5