A expectativa de demanda para o setor da construção atingiu em setembro o menor nível da série histórica desde maio de 2021. O indicador de Demanda Prevista caiu 3,8 pontos na comparação mensal e chegou a 90,1 pontos, dentro do Índice de Expectativas (IE-CST), que recuou 1,6 ponto, para 90,5 pontos.
A confiança do setor, medida pelo Índice de Confiança da Construção (ICST), diminuiu 1,4 ponto no mês e ficou em 90,5 pontos. Na média móvel trimestral, o índice caiu 0,4 ponto, para 91,6 pontos. O resultado ficou 2,0 pontos abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
Situação atual e expectativas
O Índice de Situação Atual (ISA-CST) também apresentou queda, de 1,0 ponto, encerrando setembro em 90,7 pontos. Entre seus componentes, a Situação Atual dos Negócios marcou 89,3 pontos, com diferencial de -1,3 ponto em relação ao mês anterior.
A Carteira de Contratos alcançou 92,2 pontos, menor patamar desde dezembro de 2025, após uma variação de -0,8 ponto ante agosto. Já a Tendência dos Negócios foi o único componente das expectativas com alta: avançou 0,5 ponto e chegou a 90,8 pontos.
Obras de Infraestrutura registrou a maior retração mensal entre os segmentos. A piora das expectativas dos empresários pode estar relacionada ao encerramento do ciclo de obras eleitorais. Para Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, o cenário da pesquisa é de cautela e pessimismo moderado.
Uso da capacidade instalada
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção recuou 0,7 ponto percentual e ficou em 78,1%. No recorte de mão de obra, o índice caiu 0,5 ponto percentual, para 79,8%. Já o NUCI de Máquinas e Equipamentos diminuiu 0,1 ponto percentual, atingindo 72,8%.
A avaliação do FGV IBRE é que a queda de setembro refletiu uma retração nos dois principais eixos do indicador: a situação atual e as expectativas. O recuo das expectativas ocorreu em todos os segmentos, com projeções menos otimistas também para a expansão do emprego.








