Reduzir o desperdício de alimentos começa antes mesmo do preparo. Conferir o que já está em casa, comprar apenas o necessário e organizar os produtos de forma visível são atitudes que ajudam a evitar compras repetidas e o descarte de itens ainda próprios para consumo.
1. Planeje as compras
Antes de ir ao mercado, confira a geladeira, o freezer e a despensa. Monte a lista considerando primeiro o que será usado nas refeições dos próximos três dias. Para os alimentos perecíveis, como folhas, frutas delicadas, queijos frescos e carnes, compre quantidades compatíveis com a rotina ou separe parte para congelar assim que chegar.
Também vale reservar uma refeição para aproveitar legumes maduros, arroz pronto, feijão congelado e sobras bem armazenadas. Na compra, observe se há embalagens rasgadas, furadas, amassadas ou com vazamento.
2. Deixe os alimentos à vista
Separe uma área da geladeira e outra da despensa para os itens que precisam ser consumidos primeiro. Coloque ali frutas maduras, potes abertos, folhas antigas e sobras identificadas. Ao guardar as compras, leve os produtos novos para o fundo e traga os mais antigos para a frente.
Use etiquetas com o nome do alimento e a data de abertura, preparo ou congelamento. Na geladeira, mantenha preparos prontos nas prateleiras superiores e alimentos crus, especialmente carnes, nas inferiores, sempre fechados. Evite sobrecarregar as prateleiras para permitir a circulação do ar frio.
3. Armazene frutas e hortaliças corretamente
Folhas, brócolis, cenoura, repolho, rabanete e morango devem ser refrigerados. Já batata, batata-doce, alho, cebola, abóbora seca e tomate ainda verde ficam melhor fora da geladeira, em local fresco, seco e protegido da luz.
Tomate maduro, abobrinha, berinjela, pepino e pimentão podem ser refrigerados quando não forem consumidos em até dois dias. Para esses alimentos, a Embrapa recomenda não prolongar a refrigeração por mais de quatro a sete dias. Frutas e hortaliças cortadas precisam ficar refrigeradas e protegidas em recipiente fechado.
4. Ajuste as porções e aproveite os ingredientes
Sirva uma porção inicial menor e deixe a comida disponível para quem quiser repetir. Na cozinha, ajuste as quantidades ao número de pessoas e ao tipo de refeição. Se uma receita render mais do que o necessário, separe uma parte para congelar antes de levar tudo à mesa.
Banana madura pode virar bolo ou vitamina; tomate bem maduro pode ser usado em molho; e legumes que perderam o frescor podem entrar em sopa, assado ou refogado. Use apenas alimentos conservados adequadamente e sem mofo, cheiro desagradável, viscosidade ou outra alteração suspeita.
5. Congele enquanto ainda está bom
Sopas, molhos, feijão cozido e carnes devem ser congelados quando ainda estiverem em boas condições. Espere a comida parar de soltar vapor intenso, divida em porções menores, use recipientes limpos e fechados e identifique a data.
O descongelamento deve ser feito na geladeira ou no micro-ondas, quando o alimento for preparado imediatamente. A Anvisa orienta manter os alimentos frios abaixo de 5°C e não descongelar em temperatura ambiente. Para legumes usados em preparos quentes, o branqueamento pode prolongar a conservação no freezer.
6. Dê um destino às sobras
Depois da refeição, transfira a comida para potes rasos ou porções menores, tampe e leve à geladeira em até duas horas. Alimentos preparados e refrigerados devem ser consumidos em, no máximo, cinco dias, conforme orientação da Anvisa. Se não houver previsão de consumo, congele cedo.
Arroz e feijão podem virar bolinhos, sopa, mexido ou marmita. Legumes cozidos podem ser usados em omelete, torta, arroz de forno ou creme. Carne assada e frango cozido rendem recheios, sanduíches quentes e molhos.
7. Saiba quando descartar
A data de validade e as instruções do fabricante devem ser respeitadas. Alimentos preparados que ficaram mais de duas horas em temperatura ambiente, produtos vencidos ou itens mantidos fora da condição indicada no rótulo devem ser descartados.
Comida cozida, carnes, laticínios, pães, molhos, frutas cortadas e outros alimentos macios ou úmidos com mofo visível não devem ser aproveitados. Embalagens estufadas, furadas, rasgadas ou com vazamento, além de cheiro anormal, aspecto viscoso e alteração de cor sem explicação, também são sinais para descartar o produto.
O cheiro, sozinho, não garante a segurança do alimento. Em hortaliças firmes e inteiras, uma área machucada e sem mofo pode ser retirada, desde que o restante seja usado logo em um preparo cozido. Na dúvida sobre a conservação, o descarte é a opção indicada.







