Potes plásticos próprios para alimentos são úteis no dia a dia, mas não servem para qualquer situação. Antes de guardar uma preparação, é preciso considerar a temperatura da comida, a integridade do recipiente e as orientações do fabricante.
Quando escolher vidro, inox ou plástico
Sopas ferventes, molhos recém-preparados, arroz muito quente e outras comidas que ainda soltam vapor não devem ser colocadas em potes sem indicação para altas temperaturas. Se houver dúvida, prefira recipientes rasos de vidro ou inox. O inox pode ir à geladeira, mas não deve ser levado ao micro-ondas.
O vidro é uma alternativa prática para molho de tomate, pesto e preparações gordurosas ou com temperos intensos, que podem manchar ou deixar cheiro no plástico. Ainda assim, um recipiente plástico reutilizável, íntegro e próprio para alimentos pode receber esses preparos quando for usado de acordo com as instruções do fabricante.
Embalagens de margarina, sorvete, frios e outros produtos não devem virar potes de uso contínuo sem indicação para essa finalidade. Recipientes rachados, deformados pelo calor, com tampa sem vedação, riscos profundos ou superfície áspera também precisam ser substituídos.
Como resfriar e conservar sobras
Panelas grandes de feijão, lasanha ou sopa demoram para esfriar no centro. Divida a comida em porções menores e rasas e leve à geladeira sem esperar chegar à temperatura ambiente. Perecíveis devem ser refrigerados em até duas horas após o preparo; em ambiente acima de 32°C, o limite é de uma hora.
Arroz, feijão, massas, sopas, ensopados, carnes e aves cozidos devem ser consumidos em até 3 ou 4 dias quando mantidos refrigerados. Se não forem consumidos nesse período, congele, identificando o recipiente com o nome da comida e a data. Ao reaquecer carnes, aves, sopas e refeições prontas, a referência é cerca de 74°C no centro.
Misturas caseiras de alho, ervas ou vegetais frescos cobertos por óleo exigem atenção: não devem ficar em temperatura ambiente. Faça pouca quantidade, mantenha refrigerado e use em até três dias. O que sobrar deve ser congelado ou descartado.
Alimentos que precisam respirar
Batata, cebola e alho inteiros ficam melhor em cesta, caixa de papelão limpa, saco de papel ou tela, em local escuro, seco e ventilado. A umidade dentro de um pote fechado favorece mofo, amolecimento e brotos. Não lave esses alimentos antes de armazenar e separe as unidades machucadas para usar primeiro.
Batatas devem ficar longe da luz. Descarte as que estiverem muito verdes, moles, mofadas ou com gosto amargo. Cebolas e alhos com mofo, vazamento, cheiro desagradável ou polpa mole também devem ser descartados.
Tomates inteiros e maduros podem ficar em uma fruteira ou prato aberto, fora do sol, de preferência em uma única camada. Tente consumi-los em até cinco dias. Se estiverem muito maduros, podem ir à geladeira por até três dias. Depois de cortados, devem ser refrigerados, tampados e usados rapidamente.
Carnes e vegetais cortados
Carne crua, frango, peixe, frutas picadas e folhas higienizadas podem ser guardados em plástico próprio para alimentos, limpo, tampado e sem trincas. Carnes cruas devem ficar na prateleira mais baixa, dentro de uma bandeja ou recipiente que retenha vazamentos.
Carne moída, frango, peixe e frutos do mar crus devem ser usados ou congelados em 1 ou 2 dias após a compra. Bifes, costeletas e peças de carne bovina, suína, ovina ou de vitela devem ser usados ou congelados em 3 a 5 dias.
Frutas e legumes cortados precisam ser refrigerados em até duas horas do corte. Descarte alimentos com mofo, baba, líquido estranho, estufamento, cheiro desagradável, alteração marcante de cor ou fora do prazo seguro. Também descarte perecíveis que tenham permanecido mais de duas horas fora da geladeira, ou mais de uma hora em dia muito quente.







