Karyn Cerqueira afirma não saber se conseguirá manter o tratamento para a lipodistrofia congênita generalizada, também conhecida como Síndrome de Berardinelli. A carioca compartilha nas redes sociais a rotina com a ausência quase total de gordura aparente e informou que tinha apenas mais uma dose de metreleptina, vendida sob o nome Myalept.
O medicamento é usado para ajudar no controle da condição. No Brasil, cada dose pode chegar a R$ 8.900. Como o produto é importado, Karyn diz que o lote custa R$ 900 mil. O tratamento também não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), o que dificulta a continuidade do uso.
“Usar uma medicação de alto custo no Brasil, é viver em uma instabilidade”, escreveu a influenciadora. Segundo ela, a metreleptina teve influência direta na reversão da esteatose hepática causada pela lipodistrofia. Sem garantia de acesso ao remédio, Karyn relata incerteza sobre as próximas etapas do tratamento.
Como a doença afeta o organismo
A lipodistrofia está relacionada a mutações nos genes AGPAT2 e BSCL2, presentes na maior parte dos casos. Essas alterações prejudicam as células responsáveis por armazenar gordura no corpo, provocando a falta de tecido adiposo aparente.
A redução dessas células também pode afetar a produção de leptina, hormônio associado à saciedade, à regulação da fome e à manutenção do peso a longo prazo. Quando o organismo não produz leptina em quantidade suficiente, podem ocorrer fome extrema, resistência à insulina e outros problemas de saúde.
A gordura que deixa de ser armazenada no tecido adiposo pode se acumular de maneira inadequada em outras partes do corpo, como fígado, pâncreas e músculos esqueléticos. Esse processo está relacionado à esteatose hepática mencionada por Karyn.








