O governo informou que mais de 1,3 milhão de pessoas pediram a autoexclusão das bets por meio do serviço disponibilizado para esse fim. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, um terço dessas solicitações ocorreu durante a Copa do Mundo, entre junho e julho.
Padilha também afirmou que 160 mil pessoas acessaram o autoteste para depressão oferecido pelo serviço digital do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o ministro, essas pessoas procuraram o sistema público, e o governo pretende oferecer uma porta de saída para quem enfrenta problemas relacionados às apostas.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (25), durante o anúncio da proibição da atuação das bets no Brasil. Padilha afirmou que os danos associados ao jogo online representam um custo social de R$ 38,8 bilhões por ano.
Impactos na saúde
Do valor estimado, R$ 17 bilhões estão ligados a mortes adicionais por suicídio. Outros R$ 10,4 bilhões correspondem à perda de qualidade de vida relacionada à depressão, enquanto R$ 3 bilhões são destinados ao tratamento médico da doença.
O ministro disse que a mortalidade por suicídio aumenta 15 vezes entre pessoas com ludopatia, definida por ele como o vício em apostas. Padilha associou esse quadro à dificuldade financeira enfrentada pelos apostadores.
Ele classificou a proibição das bets como uma “medida corajosa”, mas ressaltou que os efeitos sobre a saúde não vão desaparecer imediatamente. O ministro declarou ainda que o governo tem dados sobre as pessoas que mais apostaram para oferecer acolhimento.
Padilha afirmou que as mulheres são as que mais procuram os serviços médicos, embora não sejam o grupo que mais utiliza as apostas online. Segundo ele, elas buscam o teleatendimento, consultas com psiquiatras e psicólogos, além dos serviços essenciais do SUS.








