CAMPO GRANDE — Paulo Gustavo Silva de Oliveira Amaro, conhecido como “TH”, e Miguel Oliveira da Silva foram ouvidos pela Polícia Civil e liberados nesta terça-feira (15). Os dois são investigados por homicídios recentes em Campo Grande e negaram participação nos crimes, conforme informou o advogado William Frata.
O barbeiro Paulo tem 19 anos, enquanto Miguel, que trabalha como diarista, tem 18. Eles se apresentaram voluntariamente em duas delegacias para prestar esclarecimentos. Na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Tiradentes, a dupla foi questionada sobre o assassinato de um rapaz encontrado parcialmente carbonizado e sobre a morte do adolescente de 17 anos conhecido como “Peixinho”, no Parque do Lageado.
Na DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), os dois foram ouvidos sobre a morte de Kauã Phelipe Florêncio de Almeida, de 21 anos, no Bairro Taquarussu, no dia 7.
O caso do adolescente de 14 anos morto no Jardim Noroeste não fez parte dos depoimentos desta terça-feira. Paulo e Miguel já haviam sido interrogados durante a investigação desse homicídio, quando foram presos. Depois, passaram por audiência de custódia e foram liberados.
Defesa nega ligação com os crimes
Segundo Frata, os clientes decidiram procurar a polícia depois que passaram a ser apontados como possíveis envolvidos nas mortes. A defesa afirma que não existem provas concretas que relacionem os dois aos homicídios e também nega que eles façam parte de alguma facção criminosa.
Mesmo após a liberação, Paulo e Miguel continuam entre os suspeitos dos inquéritos. A defesa informou que o delegado teria dito que não há provas contra os dois, mas que eles seguem sendo investigados.
Na prisão anterior, os jovens foram localizados no Bairro Paulo Coelho Machado com uma Honda Twister vermelha, apontada como a motocicleta usada no crime do Jardim Noroeste. Também foram apreendidas três pistolas e uma motocicleta com registro de furto. O processo sobre esse homicídio continua em andamento.
A apresentação voluntária, de acordo com a defesa, teve o objetivo de esclarecer os outros três casos e evitar uma prisão preventiva.







