A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação Cashback para investigar um esquema de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP), Anápolis (GO) e Santo Antônio do Descoberto (GO).
A investigação começou depois que uma vítima de Mato Grosso do Sul procurou as autoridades e relatou um prejuízo superior a R$ 60 mil. O grupo oferecia uma suposta oportunidade de renda extra, com a promessa de pagamento pela validação de produtos digitais em uma plataforma na internet.
Como funcionava o golpe
No início, os suspeitos simulavam o depósito de comissões para convencer a vítima de que a atividade era verdadeira. A estratégia era apresentada como cashback. Depois, os criminosos exigiam novos pagamentos, sob justificativas como recarga na plataforma ou taxa de liberação.
A vítima fez mais de 20 transferências bancárias antes de perceber a fraude e buscar ajuda policial.
De acordo com a DERCC (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos), os investigados utilizavam criptomoedas, empresas de fachada, sites próprios e aplicativos de mensagens criptografadas para dificultar o rastreamento do dinheiro e das operações.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos celulares e outros dispositivos móveis nos endereços investigados. A polícia identificou 10 suspeitos de participação no esquema.
Os investigados devem responder por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. Em caso de condenação, as penas somadas podem variar de 8 a 21 anos de reclusão. O nome da operação faz referência ao método usado para atrair a vítima.







