O enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iêmen, Hans Grundberg, afirmou nesta terça-feira (29) que conversou com representantes dos Houthis e com autoridades regionais para tentar impedir o agravamento dos combates no país. As reuniões ocorreram durante o fim de semana, em meio a confrontos intensos na costa oeste entre os rebeldes apoiados pelo Irã e forças governamentais respaldadas pela Arábia Saudita.
Em Mascate, Grundberg encontrou Mohammed Abdul-Salam, principal negociador dos Houthis. O objetivo, segundo o enviado, foi avaliar “se existem maneiras de evitar que a atual escalada se agrave ainda mais”.
Também houve conversas em Riad, capital saudita, com o governo reconhecido internacionalmente e representantes de potências regionais. A Arábia Saudita está entre os principais alvos da recente escalada promovida pelos Houthis, classificada por Grundberg como “sem precedentes” e “dramática”.
O enviado da ONU afirmou ainda que a instabilidade regional tem influenciado o andamento do conflito. Entre os fatores citados estão a atuação do Irã e de outros países vizinhos do Iêmen.
A atual onda de violência deixou centenas de mortos e dezenas de milhares de deslocados. O conflito teve início em 2014, quando rebeldes apoiados pelo Irã tomaram Sanaa e obrigaram o governo a se exilar na Arábia Saudita. No ano seguinte, o reino saudita entrou na guerra à frente de uma coalizão multinacional.








