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Tribunal do Júri absolve mulher acusada de matar moradora de rua

Márcia Silva Evaristo alegou legítima defesa durante o julgamento pela morte de Gisele Leal da Silva Oliveira, em Campo Grande.

Tribunal do Júri absolve mulher acusada de matar moradora de rua

Márcia Silva Evaristo, de 50 anos, foi absolvida nesta quinta-feira (10) pelo Tribunal do Júri de Campo Grande. Ela era acusada de matar a facadas Gisele Leal da Silva Oliveira, uma mulher em situação de rua, em agosto de 2024, no Bairro Guanandi.

A defesa sustentou que Márcia agiu em legítima defesa e não tinha intenção de matar. O júri considerou a versão apresentada pelos advogados e decidiu pela absolvição.

Versões apresentadas no caso

O registro policial feito na época apontava que o ataque teria ocorrido por ciúmes do namorado. Conforme o relato inicial do companheiro da ré, ele havia saído para comprar mais cerveja quando encontrou Gisele, que conhecia havia pouco tempo. O homem disse que permitiu que ela fosse até a quitinete do casal para buscar latinhas para reciclagem.

Ainda de acordo com esse relato, Márcia teria encontrado os dois no imóvel, desconfiado de uma traição e colocado Gisele para fora do quintal com uma faca. A mulher teria tentado se proteger usando uma caixa de madeira, mas acabou atingida no rosto. O namorado afirmou que tentou separar as duas e também foi ferido na mão. Depois, Márcia deixou o local.

No julgamento, a ré apresentou outra versão. Ela respondeu apenas às perguntas feitas pelo advogado Jossandro Oliveira e afirmou que estava em casa com o companheiro, que bebia e assistia a um jogo de futebol. Como trabalharia no dia seguinte, pediu que ele reduzisse o volume da televisão. Segundo Márcia, o homem ficou irritado e saiu para comprar mais cerveja.

Márcia também contou que já tinha decidido sair da quitinete e ir para a casa do filho, no Bairro José Tavares, para evitar as brigas que aconteciam quando o companheiro bebia. Ela disse que carregava uma mochila com roupas sujas, que pretendia lavar na casa do filho, onde também dormiria.

Durante o depoimento, afirmou que a faca estava na cintura de Gisele e caiu durante a briga. Disse ainda que foi atingida por uma paulada quando tentava fechar o portão da quitinete. Ao ser questionada se percebeu que havia ferido a vítima, respondeu: “Em nenhum momento, doutor. Em nenhum momento”.

A ré negou ter tido intenção de matar. Também contou que tem três filhos e sete netos e que passou a enfrentar dificuldades para conseguir trabalho depois do crime. No fim do depoimento, afirmou estar arrependida e pediu perdão à família de Gisele: “Eu peço perdão. Porque não é da minha índole, não fui criada assim”.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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