CAMPO GRANDE — Rogério de Souza, de 42 anos, foi condenado nesta sexta-feira (25) a 11 anos de prisão em regime fechado pela morte de Osvaldo Ribas, de 57. O agente de saúde aposentado foi atropelado duas vezes após uma briga no Jardim Los Angeles, em Campo Grande.
A decisão foi tomada na 2ª Vara do Tribunal do Júri. O juiz Aluizio Pereira dos Santos determinou a prisão imediata de Rogério e considerou que ele usou o carro de propósito contra a vítima. A sentença também impede o condenado de dirigir durante o cumprimento da pena e determina a perda do Chevrolet Celta usado no crime.
Teses rejeitadas pelo júri
Os jurados concluíram que Rogério provocou a morte de Osvaldo intencionalmente, mas retiraram da acusação o uso de meio cruel. Também foram rejeitadas as alegações de legítima defesa, morte sem intenção, lesão seguida de morte e reação sob forte emoção.
A defesa sustentava que Osvaldo teria avançado com uma faca e ameaçado a mulher e os filhos de Rogério. Na sentença, Aluizio afastou a tentativa de atribuir à vítima a responsabilidade pelo desfecho. “A vítima não contribuiu para a prática do crime”, escreveu o juiz.
A pena foi fixada inicialmente em 12 anos. Aluizio reduziu o período em um ano por causa da confissão. O magistrado também citou a perícia, que encontrou danos no Celta e vestígios de sangue provocados pelo impacto.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul havia pedido indenização mínima de R$ 100 mil à família. O juiz estabeleceu o pagamento de R$ 10 mil, com correção e juros desde o crime.
Briga e atropelamento
Osvaldo e Rogério eram amigos próximos e bebiam em um bar da Rua Engenheiro Paulo Frontin quando começaram a discutir. Testemunhas relataram que Osvaldo deu um soco em Rogério. Depois, Rogério entrou no Celta, agrediu o amigo e passou duas vezes sobre ele.
O Samu socorreu Osvaldo, mas ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu antes de chegar à UPA das Moreninhas. Rogério fugiu e ligou para a mulher, dizendo que havia matado Osvaldo, conforme informou o delegado Ricardo Meirelles.
O carro foi localizado com amassados, manchas de sangue e o celular da vítima. Rogério só compareceu à delegacia quatro dias depois, quando o automóvel já estava apreendido. A acusação formal foi apresentada em março de 2023.








