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MTE embarga obra de supermercado em Campo Grande após desabamento fatal

Retomada depende da retirada dos escombros, da eliminação dos riscos e da regularização do canteiro de obras.

MTE embarga obra de supermercado em Campo Grande após desabamento fatal

A obra da unidade da rede Mister Júnior foi embargada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) após o desabamento de uma estrutura metálica que matou dois operários. A construção só poderá ser retomada quando os riscos forem eliminados e o canteiro estiver regularizado.

A fiscalização ocorreu nesta terça-feira (8), na Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho. A empresa responsável terá de apresentar uma solução técnica para retirar os escombros. Conforme o auditor fiscal do Trabalho Leonardo Araujo, a alternativa poderá ser um plano de demolição, elaborado pela empresa e pelos engenheiros responsáveis.

“O embargo já foi comunicado por meio de uma notificação”, afirmou Leonardo. A medida será formalizada em um termo acompanhado de relatório técnico, com os problemas identificados e as providências necessárias para liberar o local.

O MTE ainda analisa para qual empresa o embargo será direcionado. Durante a vistoria, os auditores receberam informações diferentes sobre quem comandava a obra: inicialmente, a responsabilidade era atribuída à empreiteira que montou o galpão; depois, surgiu a indicação de que outra empresa administrava o canteiro.

Documentos e investigação

Também foram solicitados projetos, documentos trabalhistas e dados dos responsáveis técnicos pela construção. O material será analisado e poderá resultar em autuações. Nenhuma penalidade foi aplicada durante a inspeção.

Equipamentos de proteção individual foram encontrados no local, mas ainda não é possível confirmar se eram usados no momento do acidente. Para o auditor, a investigação deve considerar outros fatores, já que o EPI é apenas uma das medidas de segurança necessárias para evitar ocorrências.

O acidente aconteceu na tarde de sexta-feira (4). Uma estrutura metálica com aproximadamente 14 metros de altura desabou quando cerca de dez trabalhadores estavam no local. Dois morreram e outros dois ficaram feridos.

O Ministério Público do Trabalho também enviou uma equipe à obra nesta terça-feira. O órgão informou que os operários mortos não tinham registro em carteira nem haviam passado pela integração, etapa em que deveriam receber orientações sobre as atividades, os riscos do ambiente e as medidas de segurança. As causas do desabamento continuam sob investigação.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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