CAMPO GRANDE — Três condomínios residenciais serão construídos na Vila Nasser, na região norte da Capital, com 720 apartamentos. O projeto será formado por conjuntos de 240 unidades e ocupará terrenos localizados entre quatro ruas. A proposta foi divulgada no Diogrande nesta sexta-feira (18) e será apresentada em audiência pública da Planurb no fim de outubro.
Cada condomínio terá cinco torres. Os prédios contarão com térreo e mais cinco pavimentos, com oito apartamentos por andar. Cada torre reunirá 48 moradias. Os empreendimentos terão funcionamento independente, com portarias, estacionamentos, áreas de lazer e acessos próprios.
Estrutura e acessos
O projeto soma 38 mil metros quadrados de área construída. Os três terrenos têm entre 11,4 mil e 11,6 mil metros quadrados cada e, juntos, totalizam 34.518,73 metros quadrados. A área de lazer terá cerca de 2,2 mil metros quadrados, distribuídos entre 721,83 metros quadrados no primeiro condomínio, 752,51 no segundo e 728,51 no terceiro.
Estão previstas 831 vagas para automóveis, visitantes, motocicletas e bicicletas. Desse total, 720 serão destinadas aos carros dos moradores, 39 aos visitantes e 72 a motos e bicicletas.
Apesar de o projeto se chamar Lyvo Vertical Tamandaré, nenhum condomínio terá acesso direto pela Avenida Tamandaré. A entrada do primeiro será pela Rua Manoel Rodrigues Ferreira; a do segundo, pela Rua Yolanda Maluf Ribeiro; e a do terceiro ficará na continuidade prevista dessa via.
A estimativa do estudo é de três moradores por apartamento, o que representa uma população de 2.160 pessoas quando todas as unidades estiverem ocupadas. O documento também calcula a geração diária de 2,16 toneladas de resíduos.
Cronograma e público-alvo
As obras serão realizadas em etapas, cada uma com duração estimada de 36 meses. O primeiro condomínio está previsto para o período entre junho de 2027 e junho de 2030; o segundo, entre dezembro de 2027 e dezembro de 2030; e o terceiro, entre junho de 2028 e junho de 2031. O cronograma prevê intervalo de seis meses entre o início de cada frente.
O começo das etapas depende da emissão das licenças pela Planurb, e o estudo admite mudanças no calendário conforme as condições do mercado. Durante as obras, cada condomínio deverá empregar de 70 a 90 trabalhadores.
Segundo informações preliminares apresentadas pela empresa, os apartamentos terão como público-alvo famílias com renda mensal bruta entre R$ 3,2 mil e R$ 5 mil. O EIV não vincula as unidades a um programa habitacional específico.
A proposta substitui parte de um projeto residencial planejado anteriormente para a área. A versão original previa duas fases de condomínios horizontais, com 407 unidades. A primeira etapa será mantida, enquanto a segunda, antes composta por casas, dará lugar aos três condomínios verticais.







