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Dificuldade para falar e fraqueza muscular: como a miastenia gravis age

Doença afeta a comunicação entre nervos e músculos; Alex Escobar relatou sintomas antes de passar por cirurgia no timo.

Dificuldade para falar e fraqueza muscular: como a miastenia gravis age

A dificuldade para mastigar foi um dos primeiros sinais relatados por Alex Escobar antes do episódio em que teve problemas para falar durante uma transmissão da Copa do Mundo, nos Estados Unidos. Em entrevista ao Fantástico, exibida em 13 de setembro, o apresentador contou a Maju Coutinho que também sentiu a língua rígida e permaneceu consciente durante todo o episódio.

A miastenia gravis é uma doença autoimune. Segundo a Rede D’Or, o sistema imunológico passa a atacar por engano células saudáveis do próprio corpo. Esse processo prejudica a comunicação entre nervos e músculos e provoca fraqueza muscular, que tende a piorar com o esforço.

Sintomas que merecem atenção

A doença pode atingir os músculos dos olhos, do rosto, dos braços, das pernas e da respiração. Entre os sinais estão pálpebra caída, visão dupla, fraqueza nos braços, nas pernas e no pescoço, além de dificuldade para mastigar, falar ou engolir.

Também podem ocorrer voz rouca, expressões faciais limitadas, cansaço muscular após atividades simples e falta de ar nos casos mais graves. Os sintomas podem aparecer aos poucos e variar de leves a graves. Em geral, pioram ao longo do dia.

A pessoa pode notar, por exemplo, que a pálpebra cai ou que a visão dupla se intensifica depois de ler ou assistir televisão. Dificuldade para segurar objetos ou subir escadas também pode aparecer. Esses sinais podem melhorar bastante após alguns minutos de descanso, diferentemente de um cansaço comum.

O que pode estar associado à doença

As causas exatas da miastenia ainda não são totalmente conhecidas. Entre os fatores associados estão alterações no timo, doenças autoimunes como lúpus e artrite reumatoide, predisposição genética ligada ao sistema imunológico e fatores ambientais ainda não esclarecidos.

A produção de anticorpos anti-AChR, anti-MuSK e anti-LRP4 também aparece entre os fatores relacionados ao diagnóstico. Infecções, estresse físico ou emocional, privação de sono, calor excessivo e determinados medicamentos podem desencadear crises.

Tratamento e cirurgia no timo

A miastenia gravis não tem cura, mas há tratamentos para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. As opções incluem piridostigmina, corticoides, imunossupressores, terapias biológicas em casos selecionados, fisioterapia motora e respiratória e suporte respiratório quando há dificuldade para respirar.

Em crises graves, podem ser usadas plasmaférese e imunoglobulina intravenosa. A retirada do timo também pode ser indicada em alguns casos.

Após exames identificarem um tumor de aparência benigna no timo, Alex Escobar passou por uma cirurgia na Casa de São José, no Rio de Janeiro. Os médicos avaliaram que o tumor poderia estar afetando o quadro de miastenia. Em algumas situações, é recomendada a retirada completa do órgão, e o paciente consegue sobreviver sem ele.

O procedimento pode variar conforme o estágio e o tamanho do tumor. Quando apenas a massa é retirada, pode ser feita uma ressecção cirúrgica. A videotoracoscopia usa pequenas incisões e uma câmera para visualizar a região, enquanto a cirurgia robótica permite maior precisão nos movimentos.

Outra possibilidade é a timectomia, operação que remove o timo e o tumor juntos e tradicionalmente utiliza uma incisão vertical no meio do tórax. Escobar afirmou ao Fantástico que continua fazendo tratamento com medicamentos e ainda pode ter dificuldade na fala, como ocorreu durante a Copa do Mundo.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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