Moradores fizeram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (30), por volta das 7h30, para pedir a permanência do médico Mário Sérgio César de Andrade Correia na Unidade de Saúde da Família Edgar Pedro Raupp Sperb. Cerca de 40 pessoas participaram do ato e cobraram explicações sobre a possível transferência do clínico.
O profissional trabalha na unidade desde a inauguração, em 2019, e atende moradores das regiões do Arnaldo, Dalva de Oliveira e parte do Tiradentes. A comunidade afirma que ele é conhecido pela atenção aos pacientes e que pretende continuar defendendo sua permanência no local.
Reclamações dos moradores
Segundo Maria Conceição Pereira da Silva, presidente da associação de moradores do bairro, a comunidade foi informada de que a gerente da unidade, no cargo há cerca de seis meses, teria solicitado o encerramento do contrato do médico em dezembro. A transferência para outra unidade ocorreria até lá.
Os moradores também disseram ter recebido justificativas diferentes para a saída do profissional, como falta de assinatura em listas de presença e atrasos. A comunidade teria sido informada de que Mário deixaria a unidade a partir desta quinta-feira (1º).
“Queremos a transferência dela, não do doutor”, afirmou Maria Conceição, que também pediu a saída da gerente. De acordo com a representante, a gestora estaria tentando retirar enfermeiras, técnicos e outros profissionais da unidade.
Maria Conceição reconheceu os atrasos apontados, mas disse que o médico atendia os pacientes quando estava disponível. Ela classificou como desrespeitosa a forma como a decisão teria sido comunicada.
Relato de paciente
A jornalista aposentada Tereza da Penha, de 66 anos, participou da manifestação. Ela contou que, em 2023, procurou a unidade com a pressão arterial muito elevada após ter um princípio de aneurisma cerebral. Segundo Tereza, Mário decidiu encaminhá-la para atendimento hospitalar.
“Fiquei bem graças à agilidade, à atenção e ao carinho dele”, relatou.
A Guarda Civil Metropolitana foi acionada durante o protesto. Conforme os participantes, agentes entraram na unidade, mas não interferiram na mobilização. Até a publicação, a prefeitura não havia respondido sobre o caso.







