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Itália exige cursos de italiano para pais e veta cobertura facial em escolas

Decreto de Giorgia Meloni também restringe a presença de alunos com domínio insuficiente do idioma por turma.

Itália exige cursos de italiano para pais e veta cobertura facial em escolas

A participação dos pais na educação dos filhos passou a fazer parte das medidas adotadas pela Itália para lidar com dificuldades de integração escolar. Um decreto-lei assinado pela primeira-ministra Giorgia Meloni obriga responsáveis a frequentar cursos gratuitos de italiano quando o estudante apresentar sérios problemas de adaptação na escola.

O descumprimento da exigência poderá resultar em multa de até 1.000 euros (R$ 5.849). Os serviços sociais também serão acionados nesses casos.

A norma ainda proíbe o uso de burca e niqab nas escolas e fixa em 30% o limite de alunos por turma com conhecimento insuficiente do italiano. Meloni afirmou que a proibição da cobertura facial é uma questão de segurança. “Quando uma mulher ou, pior ainda, uma adolescente é obrigada a cobrir o rosto, são negados a ela direitos fundamentais”, declarou.

Limite para estudantes

O teto de 30% para estudantes estrangeiros por turma já existia desde uma circular ministerial de 2010. A regra anterior, porém, permitia alterar esse percentual: ele poderia subir quando os alunos tivessem domínio adequado do italiano ou ser reduzido nos casos de pouco conhecimento do idioma.

O novo decreto prevê mais ferramentas para o aprendizado da língua italiana. Para o ministro da Educação, Giuseppe Valditara, o domínio insuficiente do idioma “dificulta o progresso educacional”. Ele também disse que a participação dos pais na trajetória escolar é fundamental para o sucesso acadêmico.

A Itália é uma das portas de entrada de migrantes na União Europeia, e a integração de estrangeiros está entre os temas centrais da campanha para as eleições gerais do próximo ano.

Reações à medida

A ONG Save the Children alertou que obrigar crianças a trocar de escola ou estudar em uma instituição diferente daquela frequentada pelos colegas apenas por causa da nacionalidade ou do domínio limitado do italiano pode criar alunos “de primeira e de segunda categoria”.

A líder da oposição, Elly Schlein, acusou o governo de iniciar “uma nova caça às bruxas às custas das crianças”. As medidas foram adotadas após uma reunião do Conselho de Ministros.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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