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Hábitos de risco contrastam com a sensação de bem-estar entre brasileiros

Levantamento identifica excesso de peso, sedentarismo e consumo de álcool entre pessoas que avaliam positivamente a própria saúde.

Hábitos de risco contrastam com a sensação de bem-estar entre brasileiros

A percepção de saúde muda conforme os hábitos analisados. Entre brasileiros que bebem álcool de cinco a sete dias por semana, 64% consideram a própria saúde ótima ou boa. O índice é de 58% entre os que não consomem bebidas alcoólicas, de acordo com pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center e da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados.

O levantamento ouviu, presencialmente, 2.015 pessoas com idade a partir de 16 anos nas 27 Unidades da Federação. Apesar da avaliação positiva sobre a saúde, 63% dos entrevistados estão acima do peso, 26% têm obesidade e 42% não fazem atividade física.

Entre os participantes que afirmam se exercitar, a frequência média é de 2,4 dias por semana. Para Victor Piana, patologista e CEO do A.C.Camargo Cancer Center, a prática regular ajuda a controlar o peso, reduz o risco de tumores como os de intestino e de mama e melhora a resposta do organismo durante e após o tratamento oncológico.

“O excesso de peso é hoje reconhecido pela ciência como fator de risco para mais de dez tipos de câncer”, afirmou Piana. Ele também relacionou o problema a tumores de intestino, mama, pâncreas e esôfago.

Alimentação e renda

A pesquisa “A saúde do brasileiro”, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos também avaliou a alimentação. Cerca de 66% disseram consumir alimentos frescos, como frutas, verduras, legumes, ovos e carnes, seis dias ou mais por semana. Bebidas açucaradas, ultraprocessados, doces e frituras aparecem, em média, em cerca de 2 dias semanais.

Entre quem relata dificuldade para manter uma alimentação adequada, 29% apontam o preço alto de carnes frescas, frutas e vegetais. Outros 21% citam a falta de tempo e o cansaço da rotina.

A renda interfere nesse cenário: 40% das pessoas que ganham até um salário mínimo têm dificuldade para manter uma alimentação saudável. Na faixa acima de cinco salários mínimos, esse percentual cai para 10%, e o tempo passa a ser o principal obstáculo, citado por 39%.

Álcool e percepção de saúde

O consumo de bebidas alcoólicas também aparece no levantamento. Enquanto 58% afirmam não beber, 30% dizem consumir álcool de um a dois dias por semana e 5% relatam beber de cinco a sete dias por semana.

A Organização Mundial da Saúde classifica o álcool como cancerígeno. O consumo está associado a tumores de boca, garganta, esôfago, fígado, intestino e mama, com riscos ainda maiores quando combinado ao cigarro.

Para Piana, excesso de peso, sedentarismo, cigarro e álcool podem se instalar silenciosamente na rotina. “A boa notícia é que todos eles são modificáveis”, declarou o médico.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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