Ideias para a sua casa
Brasil

Escolas municipais de Campo Grande terão regras para calor, fumaça e temporais

Protocolo da Semed orienta medidas preventivas e define que apenas a secretaria pode suspender aulas da rede.

Escolas municipais de Campo Grande terão regras para calor, fumaça e temporais

As escolas municipais de Campo Grande passaram a seguir orientações específicas para enfrentar calor extremo, fumaça de queimadas, tempestades e alagamentos. Elaborado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), o protocolo determina como as unidades da Rede Municipal de Ensino (Reme) devem se preparar e proteger estudantes e profissionais diante de riscos climáticos.

O planejamento começa antes de uma emergência. Cada escola precisa mapear pontos vulneráveis, como áreas sujeitas a alagamentos, árvores, muros, coberturas instáveis, espaços expostos ao calor e locais que possam ser atingidos por vento, chuva ou fumaça. Também devem ser definidos ambientes seguros para abrigar os alunos. Pátios sem cobertura, quadras abertas, estacionamentos, tendas, estruturas metálicas externas e áreas próximas a árvores, postes ou grandes vidraças não devem ser usados para essa finalidade.

Calor e fumaça exigem adaptação da rotina

Em períodos de temperaturas elevadas ou baixa umidade, a escola deve agir preventivamente. O protocolo prevê água potável disponível, checagem diária dos bebedouros e momentos regulares para hidratação. Cortinas e persianas podem reduzir a incidência direta do sol, enquanto os ambientes mais frescos, ventilados ou climatizados devem ser priorizados.

As aulas de Educação Física também podem ser ajustadas. Exercícios intensos ou prolongados devem ser reduzidos ou substituídos, e atividades ao ar livre podem mudar de horário ou ser transferidas para locais protegidos. Quando forem mantidas, precisam incluir pausas para hidratação e recuperação.

Na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a oferta de água deve ser mais frequente nos dias quentes. O horário do parque pode ser adaptado, com menor exposição durante os períodos de maior calor. A recomendação às famílias é enviar as crianças com roupas leves e confortáveis.

Fraqueza, confusão, tontura, náusea, dor de cabeça, sonolência fora do normal e alterações de comportamento estão entre os sinais que exigem atenção. Professores e funcionários também devem ter acesso à água, pausas e, conforme as condições da unidade, locais frescos para descanso.

Quando a fumaça prejudicar a qualidade do ar, as atividades externas podem ser suspensas e as turmas transferidas para ambientes internos. Portas e janelas devem permanecer fechadas, com redução dos exercícios de maior intensidade. Tosse, irritação nos olhos ou na garganta, tontura, dor de cabeça e dificuldade para respirar precisam ser observadas.

Cuidados durante tempestades e alagamentos

Em caso de tempestades, vendavais, raios ou granizo, os estudantes não devem permanecer em áreas externas perigosas. Recreação, esportes em campos e quadras abertas e atividades sob coberturas leves podem ser interrompidos.

Áreas alagadas não podem ser acessadas por alunos ou funcionários. O risco envolve correnteza, contaminação, animais peçonhentos, danos estruturais e contato com instalações elétricas. Se houver risco elétrico, entrada significativa de água, danos em cobertura, forro ou muro, ou necessidade de evacuação, a atividade deve ser encerrada.

A direção pode adotar medidas imediatas de proteção, mas não tem autorização para suspender as aulas por conta própria. Essa decisão cabe exclusivamente à Semed, que deve ser comunicada quando houver necessidade de alterar a rotina. As famílias poderão receber informações sobre os riscos, as providências e mudanças na entrada, saída ou permanência dos estudantes.

O protocolo também proíbe levar alunos a áreas atingidas para observar, fotografar ou filmar os efeitos de um evento extremo. Nenhuma aula, avaliação ou planejamento justifica manter estudantes em um local inseguro.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5