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Escolarização ainda é menor entre pessoas com deficiência, aponta Censo

Dados do IBGE mostram diferenças no analfabetismo, na frequência escolar e no acesso ao ensino superior para esse grupo.

Escolarização ainda é menor entre pessoas com deficiência, aponta Censo

A presença de pessoas com deficiência em cursos de ensino superior quase triplicou entre 2014 e 2024, segundo dados do Censo. As matrículas passaram de 33.377 para 95.572, enquanto a participação desse grupo no total de alunos de graduação subiu de 0,43% para 0,93%.

O avanço foi mais forte na educação a distância. As matrículas presenciais passaram de 26.637 para 50.609 no período, enquanto as de cursos a distância aumentaram de 6.740 para 44.963.

Apesar desse crescimento, a frequência escolar ainda é menor entre pessoas com deficiência. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os índices eram de 92,6% para crianças de 6 a 14 anos e de 79,5% para jovens de 15 a 17 anos.

Entre as pessoas sem deficiência, as taxas chegavam a 98,4% para crianças de 6 a 14 anos e a 85,4% para jovens de 15 a 17 anos. A menor inclusão escolar aparecia entre aqueles com deficiência profunda, que não conseguiam escutar, ouvir, pegar objetos ou caminhar. Nesse grupo, a frequência era de 82,3% para crianças de 6 a 14 anos e de 65,6% para jovens de 15 a 17 anos.

Diferenças no analfabetismo

O Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (18), registrou taxa de analfabetismo de 12,2% entre pessoas com deficiência de 15 a 29 anos. Entre aquelas sem deficiência, o índice era de 1%.

A maior taxa foi observada entre pessoas com dificuldades associadas às funções mentais: 40,4%. O percentual chegava a 34% entre quem tinha mais de um tipo de deficiência. Já o menor índice, de 3,5%, estava entre as pessoas com alguma dificuldade de enxergar — ainda mais de três vezes o registrado entre aquelas sem deficiência.

As demais taxas eram de 10% entre pessoas com dificuldade de ouvir, 23,3% entre aquelas com dificuldade de caminhar ou subir escadas e 31,3% entre as que tinham dificuldade de pegar objetos pequenos.

Para a pesquisadora do IBGE Luanda Botelho, a análise entre jovens mostra que a desigualdade não está ligada apenas à diferença de idade entre os grupos. Historicamente, pessoas com deficiência apresentam taxa de analfabetismo mais alta, em parte pela maior concentração de idosos nesse grupo, mas a diferença também aparece entre as gerações mais novas.

Estrutura das escolas

Segundo o Censo Escolar 2025, 57% das escolas tinham banheiro acessível, 30% contavam com sala de recursos multifuncionais e 26,2% possuíam profissional de apoio. Ao menos um desses recursos estava presente em 78,5% das escolas.

A rede privada tinha mais banheiros acessíveis: 64,4%, contra 54,8% na rede pública. Já a presença de profissional de apoio era maior na rede pública, com 32,8%, diante de 4,6% na rede privada. As salas de recursos multifuncionais apareciam em 34,5% das escolas públicas e em 15,2% das particulares.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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