O governo iraniano pediu que a Colômbia coopere na identificação dos envolvidos em uma apreensão de 55 quilos de cocaína na capital do Irã. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, a carga teria sido enviada por uma rede ligada a pessoas influentes do país sul-americano.
A cobrança foi feita nesta sexta-feira (25), após Bogotá anunciar o rompimento das relações diplomáticas com Teerã. A decisão colombiana citou supostos vínculos do governo iraniano com grupos “terroristas e narcoterroristas” e classificou a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana (IRGC, na sigla em inglês) como grupo terrorista.
Reação do governo iraniano
Em comunicado, a chancelaria do Irã condenou as acusações dirigidas a integrantes das forças armadas iranianas e afirmou que adotará as medidas necessárias diante da postura que definiu como injustificada e hostil.
O ministério também negou validade e lógica às justificativas apresentadas pelo governo colombiano. Para Teerã, o rompimento ocorreu exclusivamente sob influência de Israel e dos Estados Unidos.
Além disso, o governo iraniano acusou a Colômbia de estar sob influência de cartéis de drogas e de integrar redes internacionais de tráfico de entorpecentes. A chancelaria afirmou que a Colômbia não pode transferir a responsabilidade e citou o envio de grandes carregamentos de drogas para diferentes partes do mundo, inclusive para o Irã.
A nota iraniana pediu a colaboração de Bogotá para esclarecer a origem da cocaína apreendida e identificar os responsáveis pela remessa.








