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Araghchi pede diálogo regional e critica interferência estrangeira no Oriente Médio

Ministro iraniano defendeu soluções próprias para segurança e estabilidade e condenou o uso da força nas relações internacionais.

Araghchi pede diálogo regional e critica interferência estrangeira no Oriente Médio

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a presença militar e a pressão de potências estrangeiras não garantem segurança no Oriente Médio. Para ele, os países da região devem conduzir as discussões sobre estabilidade, desenvolvimento e futuro comum, além de buscar soluções próprias.

A declaração foi feita durante participação virtual no evento Global Town Hall 2026, realizado na Indonésia neste sábado (19). Araghchi também criticou a aplicação desigual do Direito internacional. Na avaliação dele, quando as regras são ignoradas para atender aos interesses de grandes potências, não é possível falar em Estado de Direito.

Críticas à intervenção e ao uso da força

O chanceler iraniano disse que o mundo precisa mudar de direção diante da transformação da guerra, da intervenção, das sanções e do uso da força em práticas recorrentes das políticas públicas. Segundo ele, a guerra passou a ocupar um papel central nas relações internacionais.

“Décadas de intervenção estrangeira, pressão militar e guerras intermináveis no Oriente Médio comprovaram uma verdade inegável: a intervenção militar não gera segurança”, afirmou Araghchi.

O ministro também declarou que os acontecimentos em Gaza representam mais do que uma tragédia humana. Para ele, a situação testa a consciência e a responsabilidade coletiva da comunidade internacional.

Araghchi incluiu os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã em um padrão que classificou como agressão impune. Ele citou uma campanha de assassinatos seletivos de autoridades iranianas, ameaças contra autoridades e figuras políticas, violações da soberania dos Estados e falta de responsabilização por atos de agressão.

Defesa do multilateralismo

O chanceler defendeu um multilateralismo genuíno e um modelo em que o desenvolvimento faça parte da segurança. Também listou como princípios o respeito à soberania dos Estados e a aplicação igualitária do Direito internacional, sem que interesses políticos, estratégicos ou geopolíticos tenham prioridade sobre vidas humanas.

Para Araghchi, a segurança sustentável pode ser construída por meio do diálogo, da cooperação, da confiança e do respeito mútuo entre os países do Oriente Médio. Ele rejeitou, nesse processo, a imposição da vontade de potências estrangeiras.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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