O Irã condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz a um cessar-fogo de sete dias em todo o Oriente Médio e ao desbloqueio de ativos iranianos mantidos no exterior. As exigências foram comunicadas aos Estados Unidos, segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
A passagem marítima está no centro do conflito entre Washington e Teerã. Antes da guerra, quase 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passavam por Ormuz, via considerada fundamental para o transporte global de combustíveis.
Catar deve levar proposta a Washington
Araghchi afirmou na segunda-feira (28) que intermediários do Catar discutiram ideias com o governo iraniano e pretendem apresentar novamente o assunto aos Estados Unidos. Depois, devem transmitir a Teerã a resposta definitiva de Washington.
“Os cataris esperam que isto seja resolvido até amanhã (terça-feira)”, declarou o ministro, que está em Nova York para a Assembleia Geral da ONU. Ele também disse que a discussão atual trata exclusivamente do estreito e que sua reabertura depende do cumprimento das condições apresentadas à outra parte.
O Irã impôs um bloqueio a Ormuz depois do início das hostilidades. Em resposta, os Estados Unidos bloquearam os portos iranianos. O conflito começou com ataques americanos e israelenses contra o Irã no fim de fevereiro.
Na semana passada, Araghchi participou de conversações com os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner. As negociações tiveram resultados limitados. O ministro afirmou que aguarda nesta terça-feira (29) uma resposta dos Estados Unidos à proposta iraniana para a reabertura do estreito.








