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Pobreza sobe para 32,3% e economia argentina recua em julho

Indec registrou aumento da pobreza no primeiro semestre de 2026 e queda de 2,9% na atividade econômica em relação a junho.

Pobreza sobe para 32,3% e economia argentina recua em julho
Foto: Reprodução/X Javier Milei

A pobreza atingiu 32,3% das pessoas na Argentina no primeiro semestre de 2026, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec). O índice era de 28,2% no segundo semestre de 2025. A indigência também aumentou, de 6,3% para 7,5% no período.

Em domicílios, 24,4% ficaram abaixo da linha de pobreza e 5,6% abaixo da linha de indigência. Os percentuais correspondem a 9,729 milhões e 2,249 milhões de pessoas, respectivamente, nos 31 aglomerados urbanos pesquisados pela Pesquisa Permanente de Domicílios.

Entre as crianças argentinas de 0 a 14 anos, 44,5% vivem em lares pobres. A proporção é de 28,8% entre pessoas de 30 a 64 anos e de 14,8% entre maiores de 65 anos. O Indec atribuiu o avanço ao crescimento da renda em ritmo inferior ao das cestas básicas total e alimentar.

Atividade econômica

O Estimador Mensal de Atividade Econômica (EMAE) caiu 1,4% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025. Na série dessazonalizada, o recuo foi de 2,9% ante junho. Analistas apontaram o resultado como o menor nível desde março de 2025.

O ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que o indicador acumulou alta de 1,7% nos primeiros sete meses do ano. Ele relacionou a queda de julho a fatores pontuais, como menor disponibilidade de gás para a indústria, chuvas e neve acima da média para construção e mineração e redução de horas trabalhadas em alguns setores durante a Copa do Mundo.

Oito dos 15 setores do indicador recuaram na comparação anual. O comércio atacadista e varejista caiu 5,1%, enquanto a indústria manufatureira teve baixa de 4,6%. A pesca avançou 424,5%, a mineração subiu 8,4% e a agropecuária cresceu 0,7%.

O governo classificou o aumento da pobreza como temporário e o relacionou à aceleração da inflação após a incerteza eleitoral do ano passado. Dados do Sistema Integrado Previdenciário Argentino e da Secretaria de Trabalho apontam 13 meses seguidos de queda do emprego assalariado formal. No primeiro trimestre de 2026, a renda média dos ocupados estava 13% abaixo do nível do terceiro trimestre de 2017.

Em entrevista à Bloomberg, em Nova York, o presidente Javier Milei projetou crescimento de cerca de 3% neste ano e ritmo semelhante em 2027.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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