As interrupções no abastecimento de petróleo e gás natural devem ser o principal impacto econômico da guerra entre Estados Unidos e Irã, segundo uma análise do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO). A entidade estima que a inflação no primeiro trimestre do próximo ano ficará 0,5 ponto percentual acima da previsão feita em fevereiro, considerando o índice de preços dos gastos de consumo pessoal.
O Irã reagiu à ofensiva com o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota marítima usada no transporte de hidrocarbonetos. Com isso, os preços desses produtos dispararam, de acordo com o CBO.
Despesas militares
O conflito também gerou cerca de 38 bilhões de dólares (R$ 195 bilhões) em custos para os Estados Unidos até 1º de agosto. Em relatório divulgado nesta terça-feira (15), o CBO informou que o valor corresponde às despesas do Departamento de Defesa.
"Até 1º de agosto de 2026, o conflito armado com o Irã custou ao Departamento de Defesa aproximadamente 38 bilhões de dólares", afirmou o organismo apartidário.
A conta inclui a reposição de munições utilizadas, a substituição de equipamentos perdidos em combate e o aumento dos preços dos combustíveis das Forças Armadas, entre outros fatores. Dependendo da intensidade das hostilidades, os gastos podem ficar entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões por mês (aproximadamente R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões), ou superar essa faixa se a guerra continuar.
O conflito começou com ataques americanos e israelenses contra o Irã no fim de fevereiro. A análise do CBO foi produzida após vários legisladores democratas solicitarem informações.
Em julho, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia calculado que a guerra custara 37,5 bilhões de dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 190 bilhões na cotação da época.








