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Greve de funcionários da Caixa começa nesta quinta-feira em Mato Grosso do Sul

Trabalhadores recusaram proposta salarial e tentam reabrir negociação sobre reajustes e mudanças no plano de saúde.

Greve de funcionários da Caixa começa nesta quinta-feira em Mato Grosso do Sul

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciam uma greve nesta quinta-feira (10), em Mato Grosso do Sul, após rejeitarem a proposta apresentada na campanha salarial dos bancários. A decisão foi tomada em assembleia virtual e continua válida mesmo com a tentativa de retomada das conversas com o banco.

A categoria recusou uma oferta que previa reposição de 100% da inflação, mais 0,6% de ganho real, além da manutenção das cláusulas da convenção coletiva. A principal divergência envolve o plano de saúde dos empregados, que passou por reajuste e alterações.

Como foi aprovada a paralisação

A votação ocorreu entre as 18h de quinta-feira (3) e as 18h de sexta-feira (4), de acordo com Neide Rodrigues, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região e integrante do Comando Nacional dos Bancários. Os empregados da Caixa aprovaram a greve, enquanto trabalhadores do Banco do Brasil, do BRB e de instituições privadas aceitaram as propostas correspondentes.

O sindicato comunicou a paralisação nesta terça-feira (8), cumprindo a exigência de antecedência de 72 horas. Antes do início do movimento, os trabalhadores participam de uma plenária nesta quarta-feira (9), às 18h, na sede da entidade, na Rua Barão do Rio Branco, 2.652. O encontro definirá como a greve será encaminhada.

Representantes dos trabalhadores também enviaram um ofício à Caixa para solicitar a reabertura das negociações. Uma nova conversa pode ocorrer na noite desta quarta-feira, mas, conforme Neide, isso não altera a paralisação já aprovada: “isso não impede a greve de acontecer”.

Negociação salarial e plano de saúde

As tratativas começaram em julho e tiveram 13 rodadas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante julho e agosto. A data-base da categoria é agosto, e a convenção coletiva terminava em 31 de agosto.

A reivindicação aprovada na Conferência Nacional dos Bancários previa reposição da inflação mais 5% de ganho real. A proposta final ficou abaixo desse percentual, com 0,6% de ganho real e a preservação das cláusulas da convenção.

Ainda não foi estimado quantos empregados da Caixa vão aderir ao movimento. Esse número deverá ser conhecido quando a greve começar. Neide também destacou a preocupação com a manutenção dos direitos previstos na convenção após a reforma trabalhista e o fim da ultratividade, mecanismo que mantinha as cláusulas válidas até o encerramento das negociações.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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