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Reunião sobre greve dos Correios é marcada após adiamento no TST

Entidades dos empregados poderão analisar novos documentos apresentados pela estatal antes da retomada do dissídio coletivo.

Reunião sobre greve dos Correios é marcada após adiamento no TST

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a exigência de que 80% do efetivo dos Correios permaneça em atividade durante a greve. A Corte adiou a sessão do dissídio coletivo que estava marcada para esta segunda-feira (21), após a estatal apresentar novos documentos sobre o pedido para que a paralisação seja considerada abusiva.

Uma reunião foi agendada para a próxima quinta-feira. Nessa ocasião, as entidades que representam os empregados poderão se manifestar sobre o material entregue pela empresa e sobre a solicitação de abusividade. Os documentos são sigilosos, segundo técnicos que acompanham as discussões.

A greve começou em 10 de setembro, depois que as negociações para o novo Acordo Coletivo de Trabalho não chegaram a um consenso. O principal impasse envolve o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes.

Plano de saúde e reajuste

Os Correios defendem deixar de ser mantenedores do plano, mas afirmam que o benefício continuaria com subsídio da empresa aos empregados. A mudança reduziria o risco atuarial assumido integralmente pela estatal, calculado em provisões de quase R$ 600 milhões.

Os trabalhadores querem a continuidade do modelo atual, no qual os Correios atuam como mantenedores. Entre os pontos de acordo está o reajuste salarial de 4,35% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), retroativo a 1º de agosto.

No pedido de dissídio, a direção dos Correios alegou que precisa controlar despesas em meio aos planos de reestruturação. A estatal afirma que 89% das receitas são destinados ao pagamento de salários e benefícios, o que, segundo a empresa, dificulta a recuperação financeira.

Os Correios também aguardam uma definição sobre um empréstimo de R$ 7 bilhões de um grupo de bancos, com garantia da União. No final do ano passado, a empresa contratou outro financiamento, de R$ 12 bilhões e nas mesmas condições, para pagar dívidas atrasadas e regularizar a operação. A estatal não informou os efeitos da paralisação e não comentou o adiamento do julgamento.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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