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Delegado se entrega após ser procurado em operação contra desvio de drogas

Ação do Gaeco investiga policiais e outros suspeitos por retirar cocaína apreendida e devolvê-la ao mercado ilegal.

Delegado se entrega após ser procurado em operação contra desvio de drogas

O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa se apresentou nesta quinta-feira (24) à Corregedoria da Polícia Civil, em Mato Grosso do Sul. Ele era procurado desde que equipes foram à residência dele para cumprir uma ordem de prisão e não o encontraram.

A apresentação ocorreu durante a Operação Infiltrados, coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A ação investiga a suspeita de que agentes públicos desviavam drogas apreendidas, principalmente cocaína, para traficantes.

Foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão. As medidas são cumpridas em Campo Grande, Dourados e Terenos. Entre os alvos estão policiais civis, policiais militares, um policial penal e um ex-policial civil.

Investigação e prisões

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) informou que a apuração começou em outubro de 2025, a partir de provas e desdobramentos das operações Traquetos e Blindspot. A investigação aponta que os envolvidos teriam usado o acesso aos espaços públicos para retirar entorpecentes de delegacias e depósitos do Estado antes dos procedimentos regulares de armazenamento e destinação.

Entre os presos estão o investigador Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Douglas Tobias, Neverson Vieira de Araújo, Luiz Carlos de Souza, Nilton César Sales dos Santos, Wesley Benites e o ex-policial civil Augusto Torres Galvão Florindo, conhecido como “Paraíba”.

Também foram detidos o policial militar Alison Lemes Bezerra, o policial penal Vitor Ribeiro Venancio dos Santos, que já estava preso, além de Valdenice da Silva Goes e Ana Carolina da Silva dos Santos. Kayon Lucas Leodoro da Silva e Ebert de Almeida também foram presos.

As defesas de Nelson, Matheus Gabriel Machado Bezerra, Kayon e Ebert afirmaram que ainda não tiveram acesso à íntegra da investigação, que tramita sob sigilo. Os advogados disseram aguardar a liberação dos autos para conhecer os elementos reunidos contra cada investigado.

Defesa do delegado

Antes da apresentação, o advogado Amilton Ferreira de Almeida havia afirmado que Hoffman não sabia da operação e negado que ele estivesse foragido. A família procurou a defesa após perceber a presença de equipes do Gaeco na casa do delegado, no Carandá Bosque.

Durante as buscas, o advogado conversou com Hoffman por chamada de vídeo. Como o delegado não foi localizado no imóvel, os investigadores também buscaram imagens de câmeras da região para verificar quando ele havia saído.

A ausência dele levou o Gaeco a apurar a possibilidade de vazamento de informações antes do cumprimento dos mandados. Até aquele momento, não havia confirmação sobre uma eventual saída do delegado após saber que seria alvo da operação.

Nelson está custodiado na 3ª Delegacia de Polícia, no Carandá Bosque, e deve passar por audiência de custódia. Matheus está preso na Cepol. Os defensores Lucas Ribeiro Gonçalves Dias, Henrique Cordeiro Spontoni, William Frata e Iltom Hashimoto informaram que aguardavam acesso ao processo.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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