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Investigação liga policiais paulistas a desvio de drogas em Mato Grosso do Sul

Operação Infiltrados apura possível articulação entre agentes públicos e traficantes para retirar entorpecentes de apreensões.

Investigação liga policiais paulistas a desvio de drogas em Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução

A Operação Infiltrados, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), investiga o suposto desvio de drogas apreendidas por policiais em Mato Grosso do Sul e possíveis conexões com agentes de São Paulo.

A apuração aponta Lucas da Silva dos Santos, conhecido como “LK”, como possível elo entre traficantes e servidores públicos corrompidos. Segundo o Ministério Público, ele fornecia informações sobre carregamentos que seriam interceptados, negociava percentuais das drogas desviadas e administrava a venda dos entorpecentes que voltariam ao mercado ilegal.

Vídeos e mensagens sobre apreensão

Os investigadores analisaram uma carga que saiu de Ponta Porã, em maio de 2025, e foi apreendida por policiais paulistas em Regente Feijó (SP). No celular de Lucas, havia vídeos de um militar separando tabletes de maconha, que somaram 601 kg.

O material teria sido encaminhado a Lucas pelo WhatsApp em 28 de maio de 2025, data da apreensão. Para o Gaeco, a rapidez com que ele recebeu o vídeo levanta dúvidas sobre a existência de aliados da organização criminosa em São Paulo capazes de interceptar cargas e permitir o desvio dos entorpecentes.

O transporte havia sido planejado por LK com Maicon Igo Barbosa Moreira, conhecido como “Gordinho”. Ele é apontado como líder da organização investigada na Operação Traquetos, também do Gaeco. O caminhão interceptado pertencia a Maicon, e a droga negociada seria cocaína. Na abordagem, porém, os policiais apreenderam maconha.

Conversas entre Lucas e Eberthe Batista de Almeida indicariam que a cocaína foi liberada e somente a maconha foi apresentada. A investigação também não descarta que a abordagem tenha sido coordenada para permitir o desvio da carga de cocaína, que não tem registro de apreensão.

Mandados e servidores afastados

As apurações começaram em outubro de 2025, a partir de informações obtidas nas operações Traquetos e Blindspot. A força-tarefa cumpriu 24 mandados de prisão e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.

A Sejusp informou que os servidores afastados responderão a processos administrativos disciplinares na Corregedoria. Os procedimentos podem resultar em demissão, independentemente do andamento das ações penais na Justiça.

A secretaria também disse que os servidores já eram monitorados e investigados internamente. Entre eles está o ex-policial Paulo Augusto Torres Galvão Florindo, conhecido como “Paraíba”, demitido em agosto após ser preso por envolvimento em um esquema de desvio de muambas. Ele foi absolvido pela Justiça Federal, mas também foi alvo da operação do Gaeco.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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