Um comunicado assinado por dez países acusa o Irã e grupos ligados ao país de promover ações terroristas e operações de influência no hemisfério. O documento foi divulgado nesta segunda-feira por Estados Unidos, Canadá, Argentina, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Guiana, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
Entre as práticas atribuídas ao Irã e a seus representantes estão planos letais, arrecadação ilícita de fundos, interferência política e atividades de influência estrangeira. Os governos afirmam que pretendem proteger seus países e suas populações dessas ameaças.
"O Irã e seus representantes devem cessar essas ações imediatamente", diz o comunicado conjunto.
Fórum e medidas contra organizações
O texto também menciona um fórum contra o terrorismo sediado por Estados Unidos e Paraguai no mês passado. A declaração ocorre depois de medidas adotadas por países da região contra organizações associadas ao Irã.
No ano passado, o Paraguai designou a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), o Hezbollah e o Hamas como organizações terroristas. Em março deste ano, a Argentina tomou a mesma medida em relação à IRGC.
O comunicado ainda cita o caso de Asif Merchant, paquistanês condenado nos Estados Unidos em março deste ano. Ele foi acusado de conspirar com a IRGC para organizar assassinatos políticos e roubar documentos.
A relação do Irã e do Hezbollah com os governos de Venezuela e Bolívia também é mencionada. O documento afirma que essa conexão chamou a atenção de Washington por anos, antes de os dois países mudarem de rumo político.








