EUROPA — As vazões dos rios do continente atingiram os menores níveis desde o início das medições, em 1992, durante um verão marcado por seca e calor intenso, informou o programa Copernicus. O período também registrou 41 dias de estresse térmico, cinco a mais do que em 2003.
A situação alcançou 52% do território europeu com estresse térmico classificado como “muito forte”, correspondente a uma temperatura aparente superior a 38°C. Quase 80% do continente enfrentou estresse “forte”, com temperatura aparente acima de 32°C.
Ondas de calor começaram na primavera
As ondas de calor começaram ainda na primavera e quebraram recordes de temperatura. O verão de 2026 foi o mais quente já registrado na Europa ocidental, com quatro das 10 ondas de calor mais intensas observadas na Europa. França, Reino Unido e Bélgica estiveram entre as áreas especialmente afetadas.
O continente, que registra o aquecimento mais rápido do mundo, teve 17 dias em que ao menos 60% da Europa ocidental registrou temperaturas superiores a 30°C. Foram 11 dias com essa condição em 2003 e sete em 2025.
Samantha Burgess, diretora da área de clima no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, afirmou que o calor do ano se destacou pela intensidade e pela extensão geográfica. O centro administra o Copernicus.
Impactos do estresse térmico
O estresse térmico ocorre quando os mecanismos naturais de resfriamento do corpo ficam sobrecarregados. Entre os efeitos estão tonturas, dores de cabeça, falência de múltiplos órgãos e morte. As ondas de calor provocaram dezenas de milhares de mortes adicionais.
Apesar dos recordes de 2026, a onda de calor de agosto de 2003 continua sendo considerada a mais severa, levando em conta a combinação entre duração e intensidade. Burgess também afirmou que o estresse térmico vem se tornando mais generalizado e é a principal causa de mortalidade relacionada às condições climáticas no mundo.








