CAMPO GRANDE — Um adolescente de 14 anos aguarda definição sobre uma cirurgia depois de fraturar o nariz durante um treino de futebol. A família afirma que ele foi levado à UPA Coronel Antonino e encaminhado duas vezes à Santa Casa de Campo Grande, mas recebeu alta sem passar pelo procedimento.
A consulta com um cirurgião plástico foi marcada para 15 de outubro. A mãe do adolescente, Adriana Pereira Fernandes, questiona o prazo e pretende procurar a Defensoria Pública nesta segunda-feira (5) para receber orientação sobre o caso.
O acidente ocorreu na quinta-feira (1º), quando o adolescente levou uma cabeçada de outro jogador. Segundo Adriana, ele chegou à UPA apresentando desorientação e falhas de memória. Depois da avaliação, foi encaminhado com urgência à Santa Casa, onde passou por tomografia.
Na unidade, um médico bucomaxilofacial avaliou o adolescente e informou que a fratura deveria ser acompanhada por um cirurgião plástico. Ainda conforme a mãe, o profissional explicou que a Santa Casa não realizava a cirurgia naquele momento e entregou um encaminhamento para a continuidade do atendimento.
Na sexta-feira (2), a família conseguiu marcar a consulta. Adriana também perguntou se o filho poderia ser atendido em outro hospital e recebeu a informação de que o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul contava com especialista e realizava cirurgias. Ela afirma, porém, que não recebeu encaminhamento para levar o adolescente à unidade.
Ao procurar diretamente o Hospital Regional, a mãe foi informada de que o atendimento dependeria de encaminhamento e regulação. Por isso, ela e o filho retornaram à UPA Coronel Antonino para tentar conseguir uma vaga hospitalar. O adolescente permaneceu na unidade enquanto aguardava a regulação.
No sábado (3), uma vaga foi disponibilizada, mas novamente na Santa Casa. O adolescente passou por outra tomografia e foi avaliado por um médico bucomaxilofacial. Sem a cirurgia, recebeu alta mais uma vez.
“Se nos outros hospitais têm como fazer a cirurgia, por que ele precisa esperar 15 dias para fazer uma consulta com o cirurgião plástico e depois sabe lá quando fazer essa cirurgia?”, questionou Adriana.
A Secretaria de Estado de Saúde, a Santa Casa de Campo Grande e o Hospital Regional foram procurados para esclarecer o fluxo de regulação, a indicação do procedimento e a possibilidade de atendimento em outra unidade. Até o momento, não havia retorno.







