Pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste rápido para sífilis pelo menos uma vez ao ano, ainda que não apresentem sinais da infecção. O exame e o tratamento são gratuitos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), e a recomendação é reforçada durante o Outubro Verde, campanha de conscientização, prevenção e combate à doença e à sífilis congênita.
A infectologista Isadora Hallal, do Humap-UFMS (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), explica que a testagem não deve ocorrer somente quando aparecem sintomas. As manifestações variam conforme a fase da infecção e podem desaparecer, o que permite que a doença permaneça sem ser percebida.
Na etapa inicial, pode surgir uma ferida na região genital, chamada cancro duro. Em geral, a lesão não provoca dor e pode ser pequena. “Nas mulheres, pode estar dentro da vagina ou no colo do útero, em um local que a própria pessoa não consegue visualizar”, explica Isadora.
A ferida pode sumir depois de algumas semanas, mas isso não indica que a infecção acabou. A sífilis também pode passar por uma fase latente, sem sinais ou sintomas. Sem diagnóstico e tratamento, alguns casos evoluem, anos depois, para formas mais graves, com comprometimento do sistema nervoso e do sistema cardiovascular, além de lesões em outros tecidos.
Tratamento e prevenção
A sífilis tem cura. É necessário seguir corretamente o tratamento e respeitar o intervalo entre as doses quando houver mais de uma aplicação. As parcerias sexuais devem ser avaliadas e tratadas quando houver indicação.
Quem já teve a infecção também precisa manter os cuidados, porque é possível contrair sífilis novamente. O uso de preservativo e a realização de novos testes continuam recomendados.
Durante a gravidez, o teste deve ser feito na primeira consulta de pré-natal, no início do terceiro trimestre e novamente no momento do parto. A medida ajuda a identificar a infecção cedo e iniciar o tratamento antes que ela provoque consequências para o bebê. “A boa notícia é que essa transmissão pode ser evitada.”, afirma Isadora.







