CAMPO GRANDE — Neusa está internada na Santa Casa de Campo Grande desde o dia 9 de setembro, quando caiu e fraturou o fêmur. Há sete dias, ela aguarda uma cirurgia que foi adiada cinco vezes, segundo o filho, o modelo sul-mato-grossense Lucas Kawali.
Nesta quarta-feira (16), Lucas contou que a mãe continua no hospital. Ele afirma que ela recebe atendimento de técnicos e enfermeiros, mas relata que o último contato da família com um médico aconteceu na quinta-feira (10).
“Ela já entrou em jejum 5 vezes porque a cirurgia estava marcada para o próximo dia”, disse Lucas. De acordo com o modelo, a família era informada de que o procedimento poderia ser realizado no dia seguinte, mas a operação acabava sendo adiada.
Condições de saúde
Neusa tem 13% da função renal e iniciou o processo de hemodiálise. Ela também trata hipertensão, diabetes e complicações pulmonares. Segundo Lucas, a mãe desenvolveu esquizofrenia após o nascimento dele e passou por internações frequentes nos últimos anos.
A demora preocupa o filho por causa das condições de saúde da mãe. Ele afirmou que encontrou informações indicando que a cirurgia para esse tipo de fratura deveria ser feita entre 24 - 48 h depois do trauma, porque o atraso aumentaria os riscos.
Preparação para o pós-operatório
Enquanto espera pelo procedimento, Lucas tenta organizar os cuidados necessários para quando Neusa deixar o hospital. Ele abriu uma vaquinha para arrecadar dinheiro e custear a estrutura do pós-operatório.
Entre os itens previstos estão cama adaptada, cadeira de rodas, cadeira de banho, fraldas geriátricas, materiais para curativos e higiene. A família também calcula despesas com fisioterapia motora e respiratória domiciliar, cuidadores, medicamentos e transporte para as sessões de hemodiálise.
“Pedi ajuda com o pós-operatório porque realmente a gente fica sem chão imaginando como vai ser”, afirmou Lucas.
O modelo ficou conhecido nas redes sociais ao mostrar a reforma completa da casa onde Neusa vive, no Jardim Aero Rancho, em Campo Grande. A transformação foi compartilhada em 2025 e incluiu adaptações no banheiro, levando em conta as limitações físicas dela.
A Santa Casa de Campo Grande foi procurada para informar o motivo da espera, os adiamentos relatados pela família e se existe previsão para a cirurgia. Não havia retorno até a publicação das informações.








