Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve (Fed), evitou comentar em público a pressão do presidente por juros mais baixos. Questionado em uma coletiva após o anúncio da decisão, ele respondeu: “Não temos nada para discutir com o Presidente”.
A manifestação ocorreu depois de Trump pedir uma redução imediata da taxa básica dos Estados Unidos. Em publicação na Truth Social, o presidente afirmou que os juros deveriam ficar em 1% ou menos e classificou o nível atual como excessivo diante da situação econômica americana.
Trump também disse que os Estados Unidos vivem um período de expansão, acompanhado por novos investimentos. Na mesma mensagem, relacionou o fim de negociações deficitárias com outros países a uma possível receita de pelo menos US$ 1,5 trilhão por ano.
O presidente descreveu o déficit comercial como um prejuízo disfarçado e afirmou que os Estados Unidos sustentam praticamente todos os países do mundo. Ao final, exigiu uma redução rápida das taxas de juros americanas.
Decisão do banco central
O Fed elevou a taxa básica nesta quarta-feira, 16, no primeiro aperto monetário desde julho de 2023. A medida foi tomada após mais de cinco anos de inflação acima da meta de 2% ao ano perseguida pela autoridade monetária.
A inflação é acompanhada pelo Índice de Preços para o Consumidor e permanece acima da meta desde abril de 2021. Em doze meses até agosto, o indicador acumulou alta de 3,4%.
O episódio retoma a tensão registrada durante o mandato de Jerome Powell, antecessor de Warsh. Trump chegou a ameaçar demitir Powell em uma tentativa de pressionar por juros menores.
Taxas mais baixas tendem a enfraquecer o dólar e a favorecer a competitividade de produtos americanos no exterior.







