O Brasil caiu da terceira para a quarta posição no ranking de juros nominais depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16). Nesse recorte, a Turquia lidera, com taxa de 37%, seguida por Argentina, com 29%, e Rússia, com 14%. A Colômbia aparece em quinto lugar, com 12%.
A classificação nominal não desconta a inflação projetada. Entre os 40 países pesquisados, a lista das cinco maiores taxas ficou assim: Turquia, 37%; Argentina, 29%; Rússia, 14%; Brasil, 13,75%; e Colômbia, 12%.
Brasil permanece no topo do juro real
Mesmo com a mudança no ranking nominal, o Brasil continua na primeira posição entre as economias analisadas quando se considera o juro real. O índice brasileiro chegou a 8,45%, enquanto a Rússia registrou 6,79% e a Colômbia, 6,33%.
Na rodada anterior, os indicadores eram de 9,30% no Brasil e 9,09% na Rússia. Com a atualização, a diferença entre os dois países aumentou.
A MoneYou acompanha 40 países para a comparação dos juros reais e também avalia decisões de política monetária em 164 economias. Nesse grupo mais amplo, 72,56% mantiveram as taxas, 21,34% aumentaram os índices e 6,10% fizeram cortes.
Entre as 40 economias que formam o ranking, 55% preservaram as taxas anteriores, 35% elevaram os juros e 10% reduziram os índices.
O juro real é calculado a partir da taxa nominal descontada da inflação esperada para os 12 meses seguintes. A MoneYou informou que a revisão para cima nas expectativas de inflação para esse período diminuiu o juro real em boa parte das economias monitoradas. O levantamento associou esse movimento às incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio.







