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Tensão no Mar Vermelho leva Brent a US$ 105,84 nesta quinta-feira

Avanço dos houthis sobre áreas estratégicas do Iêmen e interrupção de refinaria russa pressionam o mercado de petróleo.

Tensão no Mar Vermelho leva Brent a US$ 105,84 nesta quinta-feira

A interrupção da refinaria de Ryazan, na Rússia, e a ampliação do controle houthi sobre uma passagem marítima estratégica contribuíram para uma forte valorização do petróleo nesta quinta-feira (10). O barril do tipo Brent chegou a US$ 105,84 (R$ 542,38) por volta das 9h30, alta de 4,57% em relação ao fechamento anterior.

A refinaria de Ryazan, controlada pela estatal russa Rosneft, parou de operar depois de um ataque de drones realizado no último domingo (6). A ofensiva danificou a unidade principal de processamento, chamada CDU-6, e a unidade secundária CDU-4. Juntas, elas respondem por quase metade da capacidade da instalação e processam cerca de 12 milhões de toneladas de petróleo por ano, o equivalente a 240 mil barris por dia.

As informações sobre a paralisação foram relatadas por fontes do setor de energia. A Rosneft não respondeu aos pedidos de esclarecimento. A ação integra a estratégia de Kiev de atingir estruturas energéticas russas para enfraquecer a economia do país vizinho. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os ataques ucranianos pretendem provocar instabilidade e estimular a discórdia interna. A refinaria fica a cerca de 200 quilômetros a sudeste de Moscou.

No Oriente Médio, os houthis anunciaram que assumiram o controle de Mocha, cidade portuária do Iêmen que servia como rota alternativa para o transporte da produção de petróleo da Arábia Saudita. O grupo armado, aliado do Irã, também ampliou o domínio sobre o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e era usado por navios petroleiros sauditas.

O avanço bloqueou a principal rota substituta ao estreito de Hormuz. A passagem está com a navegação interrompida desde 28 de fevereiro, quando começaram os conflitos na região, e responde pelo transporte de cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo. Antes da divulgação das operações houthis, por volta das 8h30, os contratos para entrega em novembro estavam próximos de US$ 102.

O Brent atingiu o maior nível desde 20 de maio, quando fechou em US$ 106,92. Nos Estados Unidos, o petróleo WTI avançou 4,28% e era negociado a US$ 100,16 (R$ 513,27) por volta das 10h.

As ações desta quinta-feira ocorreram após declarações de Donald Trump. Na quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos disse esperar o fim do conflito depois das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro.

Os houthis entraram na guerra em apoio ao Irã após um ataque contra Israel em 28 de março. Em julho, declararam bloqueio naval contra a Arábia Saudita e, ao longo de setembro, intensificaram as investidas no sul do país. A Defesa Civil saudita emitiu alertas de emergência em Khamis Mushait, no sudoeste do reino, pela quarta vez em 24 horas.

Em meio aos confrontos, o governo do Paquistão levou a Teerã uma mensagem de Riad para que o Irã contivesse os houthis e evitasse a expansão da crise. Uma autoridade iraniana confirmou o recebimento do recado, mas reiterou: “o Irã não controla os houthis”.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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