O sistema de metas de inflação orientou a nova decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16). O corte foi aprovado por unanimidade e diminuiu a taxa em 0,25 ponto percentual, na quinta redução consecutiva do atual ciclo.
Desde o início de 2025, o Brasil adota o regime de meta contínua para a inflação. O objetivo central definido pelo Banco Central é de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. Esse intervalo é considerado pelo Copom ao estabelecer o nível dos juros.
Como a Selic influencia a economia
A taxa básica serve de referência para diferentes juros cobrados no mercado financeiro. Por isso, a decisão do Copom interfere nas condições de crédito, no consumo e em outras atividades econômicas. O custo de empréstimos e financiamentos também pode ser afetado, com reflexos sobre a população de menor renda.
O Banco Central utiliza a Selic como seu principal instrumento de política monetária para controlar as pressões inflacionárias. Quando as projeções indicam uma trajetória compatível com a meta, o Copom pode encontrar espaço para reduzir os juros.
Se as estimativas apontarem inflação acima do objetivo, a autoridade monetária pode manter a taxa no mesmo patamar ou aumentá-la para conter a alta dos preços. Com a decisão desta quarta-feira, a Selic passou de 14% para 13,75% ao ano, completando a quinta queda consecutiva.







