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Reboque no carro: confira habilitação, pesos, engate e documentação

Antes de pegar a estrada, o motorista deve verificar a categoria da CNH, os limites do veículo, o engate e a carga.

Reboque no carro: confira habilitação, pesos, engate e documentação

Dirigir com carretinha ou trailer exige mais do que uma CNH compatível. O motorista precisa conferir os pesos autorizados, a Capacidade Máxima de Tração (CMT), o registro do reboque, o engate e a forma como a carga está presa. Uma irregularidade pode levar à autuação e à retenção do conjunto.

Habilitação e limites de peso

O Código de Trânsito Brasileiro permite que condutores das categorias B, C e D dirijam combinações compatíveis com a habilitação quando a unidade acoplada tiver menos de 6.000 kg de Peso Bruto Total e não transportar mais de oito pessoas. O veículo que faz a tração também deve pertencer à categoria indicada na CNH e respeitar sua CMT.

Na categoria B, é possível conduzir um automóvel de até 3.500 kg de PBT com um reboque dentro do limite previsto para a categoria. Quando a unidade acoplada tiver 6.000 kg ou mais, ou capacidade para mais de oito lugares, a combinação exige categoria E. A análise considera os dados oficiais dos veículos.

O PBT corresponde ao peso máximo autorizado do veículo carregado. A CMT informa quanto o automóvel pode tracionar, conforme os dados definidos pelo fabricante. Antes de transportar barco, motocicleta, bagagem ou equipamento, é necessário verificar o PBT do automóvel, a CMT, o PBT do reboque e a capacidade de carga da carretinha.

Também entram nessa conta o peso real dos itens transportados, suportes e acessórios. A carga deve ser distribuída de maneira adequada sobre o eixo e o engate, sem concentrar peso em uma única região. A capacidade indicada para o equipamento não substitui a conferência do conjunto efetivamente carregado.

Documentação, placa e engate

Reboques e semirreboques são veículos e precisam de registro, licenciamento, placa de identificação e CRLV válido. A placa do automóvel não serve para identificar a carretinha. O documento pode ser apresentado em formato digital, desde que esteja disponível durante a fiscalização.

Lanternas, setas, luz de freio, iluminação da placa, pneus e outros itens obrigatórios devem funcionar corretamente. Dependendo do peso e da configuração, também podem ser exigidos freios e dispositivos de segurança. Alterações feitas de forma artesanal precisam ser regularizadas, já que a aparência do reboque não comprova sua homologação.

A Resolução CONTRAN nº 937 trata dos engates instalados em veículos com PBT de até 3.500 kg. O manual do proprietário deve ser consultado antes da instalação. Se o fabricante informar que o modelo não pode tracionar reboque, a existência da bola de engate não autoriza o uso.

O equipamento deve ser compatível com o automóvel, ter identificação do fabricante, não cobrir a placa nem atrapalhar as lanternas. A tomada elétrica precisa acionar as luzes traseiras, enquanto o acoplamento deve permanecer travado e sem folga excessiva. Corrente ou cabo de segurança também deve estar instalado corretamente.

Cuidados durante a viagem

Com o reboque, o conjunto fica mais comprido, pesado e sensível a movimentos laterais. A frenagem exige mais distância, as ultrapassagens precisam de espaço adicional e as curvas devem ser feitas de forma aberta, sem invadir a faixa contrária.

A carga deve ficar centralizada e presa com cintas adequadas, sem esconder a sinalização ou ultrapassar os limites permitidos. Antes de entrar na rodovia, teste as luzes e confira os pneus. Depois dos primeiros quilômetros, faça uma parada para revisar o acoplamento. Pessoas não devem ser transportadas no reboque durante o deslocamento.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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