O reajuste do Bolsa Família terá impacto fiscal estimado em R$ 22 bilhões para 2027, enquanto as despesas deste ano exigirão R$ 5,8 bilhões a partir dos pagamentos de outubro. Os novos valores começam a ser pagos no dia 19 de outubro, conforme decreto já assinado.
A atualização, anunciada pelo presidente Lula (PT), eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O pagamento médio passa a R$ 777, com aumento percentual de 15,04%. A medida deve alcançar aproximadamente 19 milhões de famílias em todo o país.
Como será o financiamento
Para 2026, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a despesa será coberta integralmente pelo remanejamento de recursos de áreas com sobras orçamentárias. Com isso, o limite global de gastos do governo não será ampliado.
“Isso será feito sem nenhum real de aumento do nosso limite global de despesa”, disse Moretti. Segundo ele, o espaço necessário foi identificado durante a revisão contínua do cadastro do programa e as ações de combate a fraudes.
O ministro explicou que o reajuste recompõe a perda do poder de compra acumulada desde o início de 2023 e está previsto na legislação do Bolsa Família. A atualização, afirmou, permite a recomposição do poder de compra das famílias.
Previsão para 2027
Para o exercício de 2027, o Poder Executivo deverá encaminhar ao Congresso Nacional as adequações necessárias na Lei Orçamentária. A expectativa é que o aumento continue sendo financiado por remanejamentos internos na estrutura do programa social.
A proposta orçamentária original enviada em agosto previa R$ 157,1 bilhões para o Bolsa Família em 2027. Com a incorporação do reajuste, o montante deverá chegar a R$ 179 bilhões.







