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Imagens levam polícia a investigar atropelamento como feminicídio em Ponta Porã

Câmeras registraram o marido seguindo a vítima após uma briga; depois, ele pediu para administrar a herança avaliada em R$ 200 mil.

Imagens levam polícia a investigar atropelamento como feminicídio em Ponta Porã

A Polícia Civil passou a investigar como feminicídio a morte da funcionária pública municipal Wandete Gois da Silva, de 58 anos, inicialmente tratada como atropelamento. A mudança ocorreu após a análise de câmeras de segurança e o cruzamento com depoimentos prestados à polícia.

As imagens mostram Sandro Aparecido da Silva, de 49 anos, seguindo a esposa com um caminhão depois de uma discussão durante uma festa. Wandete deixou o local caminhando e, pouco depois, o marido pegou o veículo e percorreu a mesma direção e o mesmo trajeto feito por ela.

O material não foi divulgado pela Polícia Civil, mas, conforme as apurações, as gravações afastaram a hipótese de acidente ou fatalidade e indicaram que o veículo de carga atingiu a vítima de forma intencional. Com a alteração do enquadramento, Wandete passou a ser considerada a 20ª vítima de feminicídio no Estado, que totaliza 27 casos este ano.

Pedido de inventário

Enquanto o caso era investigado na esfera criminal, Sandro entrou com uma ação cível para abrir o inventário e fazer a partilha dos bens deixados pela esposa. O pedido foi protocolado em 17 de agosto de 2026, na 1ª Vara Cível da Comarca de Ponta Porã.

Na ação, o motorista solicitou gratuidade da justiça e pediu para ser nomeado inventariante, função que permitiria administrar os bens do casal. O patrimônio foi avaliado preliminarmente em R$ 200 mil na petição inicial.

No início de setembro, a defesa anexou uma certidão que comprova a inexistência de testamento em nome de Wandete. Em seguida, o Poder Judiciário determinou que Sandro fosse intimado a comprovar sua legitimidade para atuar como requerente e administrador da herança. Caso isso não ocorra, a ação poderá ser indeferida.

Sandro continua sob investigação por feminicídio. A delegada responsável não repassará os detalhes do caso neste momento, para não prejudicar o andamento da apuração.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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